SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Paciente de 46 anos de idade comparece para atendimento sem queixas relacionadas ao fluxo menstrual e sem dor pélvica. Refere já ter prole constituída (3 filhos vivos) com realização de laqueadura tubária no último parto. Trouxe ultrassonografia transvaginal com nódulo sugestivo de leiomioma uterino intramural em parede posterior medindo 0,6 x 0,9 cm. Marque a conduta recomendada à paciente:
Leiomioma uterino assintomático, pequeno e sem desejo gestacional → conduta expectante.
Leiomiomas uterinos são tumores benignos comuns. Em pacientes assintomáticas, com prole constituída e miomas de pequenas dimensões, a conduta expectante é a mais apropriada, pois a maioria não necessita de intervenção.
Leiomiomas uterinos, também conhecidos como miomas, são os tumores benignos mais comuns do útero, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. Embora muitos leiomiomas sejam assintomáticos, eles podem causar sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos (urinários ou intestinais) e, em alguns casos, infertilidade. A conduta para leiomiomas uterinos é individualizada e depende de diversos fatores, como a presença e gravidade dos sintomas, o tamanho e localização dos miomas, o desejo de gestação futura da paciente e a idade. Em pacientes assintomáticas, especialmente aquelas com prole constituída e sem desejo de gestação, e com miomas de pequenas dimensões, a conduta expectante é a abordagem mais recomendada. O tratamento ativo, seja medicamentoso (como agonistas de GnRH para reduzir o tamanho do mioma temporariamente) ou cirúrgico (miomectomia para preservar o útero ou histerectomia para remoção definitiva), é reservado para casos sintomáticos ou quando há impacto significativo na qualidade de vida ou na fertilidade. Residentes devem estar aptos a diferenciar os cenários clínicos e aplicar a conduta mais adequada, evitando intervenções desnecessárias em casos de leiomiomas assintomáticos e pequenos.
Leiomiomas assintomáticos geralmente não requerem tratamento. A intervenção é considerada se houver sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica, compressão de órgãos adjacentes ou infertilidade.
As opções variam de tratamento medicamentoso (agonistas de GnRH, moduladores seletivos de receptores de progesterona) a procedimentos minimamente invasivos (embolização da artéria uterina) e cirúrgicos (miomectomia ou histerectomia).
A laqueadura tubária indica que a paciente não deseja mais gestar, o que simplifica a decisão de tratamento, pois a preservação da fertilidade não é uma preocupação, tornando a conduta expectante ainda mais segura para miomas assintomáticos.
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