Mioma Uterino Assintomático: Quando Optar pelo Seguimento Clínico?

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 52 anos de idade, usuária de DIU hormonal há 4 anos, sem menstruar. Refere ter feito exame ultrassonográfico de rotina que mostrou nódulo hipoecogênico intramural na parede anterolateral direita do útero, medindo 3cm. O DIU está bem posicionado e os ovários estão normais. O exame do ano anterior mostrava o nódulo com 2,8cm. Para essa paciente é adequado?

Alternativas

  1. A) Manter seguimento ginecológico de rotina.
  2. B) Indicar a ressecção do nódulo por histeroscopia.
  3. C) Retirar o DIU para diminuir o estímulo hormonal sobre o nódulo.
  4. D) Indicar laparoscopia para miomectomia.

Pérola Clínica

Mioma uterino assintomático, pequeno e com crescimento mínimo em paciente perimenopausa/menopausa → seguimento clínico.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um mioma intramural pequeno (3cm), com crescimento mínimo (0,2cm em 1 ano), é assintomática (sem menstruar devido ao DIU hormonal) e está em idade perimenopausa/menopausa (52 anos). Nesses casos, a conduta mais adequada é o seguimento clínico, pois miomas tendem a regredir ou estabilizar após a menopausa.

Contexto Educacional

Leiomiomas uterinos são tumores benignos comuns, e seu manejo depende de diversos fatores, incluindo tamanho, localização, sintomas e idade da paciente. Em pacientes perimenopausadas ou menopausadas, a abordagem tende a ser mais conservadora, uma vez que a privação estrogênica após a menopausa geralmente leva à estabilização ou regressão dos miomas. Neste caso específico, a paciente tem 52 anos, está em amenorreia devido ao DIU hormonal e apresenta um mioma intramural de 3cm com crescimento mínimo (0,2cm em um ano). A ausência de sintomas e o crescimento lento em uma paciente nessa faixa etária, que se aproxima ou já está na menopausa, indicam que a conduta mais prudente é o seguimento ginecológico de rotina. Intervenções mais invasivas, como histeroscopia ou laparoscopia, seriam desnecessárias e potencialmente arriscadas sem uma indicação clara. A presença do DIU hormonal não é um fator de preocupação para o crescimento do mioma, pois o levonorgestrel liberado localmente tem um efeito predominantemente endometrial e não sistêmico que estimule o mioma. A decisão de intervir cirurgicamente deve ser reservada para miomas sintomáticos, com crescimento rápido ou atípico, ou quando há suspeita de malignidade, o que não se aplica a esta paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para um leiomioma uterino pequeno e assintomático em uma paciente perimenopausada?

Para leiomiomas pequenos, assintomáticos e com crescimento mínimo em pacientes perimenopausadas, a conduta mais adequada é o seguimento ginecológico de rotina, pois a tendência é de estabilização ou regressão após a menopausa.

O DIU hormonal influencia o crescimento de miomas?

O DIU hormonal, que libera levonorgestrel, geralmente não estimula o crescimento de miomas e pode até ser usado para controlar o sangramento associado a eles, embora não seja uma terapia primária para miomas.

Quando a intervenção cirúrgica é indicada para leiomiomas uterinos?

A intervenção cirúrgica é indicada para leiomiomas que causam sintomas significativos (sangramento intenso, dor, compressão de órgãos), crescimento rápido ou suspeita de malignidade, ou quando há impacto na fertilidade.

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