Leiomiomas Uterinos: Classificação e Manejo Clínico

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021

Enunciado

Sobre leiomiomas, assinale a resposta INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Pacientes com miomatose uterina volumosa e sangramento uterino anormal associado podem se beneficiar de análogos de GnRH no controle do sangramento.9
  2. B) Podem ser classificados conforme sua localização em submucoso, intramural e subseroso, podendo este último ser confundido. pela sua localização, com pólipos endometriais.
  3. C) Tendem a reduzir de volume após a menopausa dada sua resposta a estrogênios, em queda neste período da vida reprodutiva.
  4. D) O tratamento de escolha varia conforme a idade, paridade e sintomatologia associada.
  5. E) São tumores benignos da musculatura lisa e podem se associar a complicações gestacionais.

Pérola Clínica

Miomas subserosos podem ser confundidos com massas anexiais, não com pólipos endometriais.

Resumo-Chave

Miomas subserosos crescem para fora da parede uterina e podem ser pediculados, assemelhando-se a massas anexiais. Pólipos endometriais são lesões intracavitárias, originárias do endométrio, e são mais frequentemente confundidos com miomas submucosos.

Contexto Educacional

Os leiomiomas uterinos, também conhecidos como miomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. São tumores monoclonais da musculatura lisa do útero, cujo crescimento é influenciado por estrogênio e progesterona. Sua prevalência aumenta com a idade e é maior em mulheres afrodescendentes. A classificação dos miomas é crucial para a compreensão de sua sintomatologia e abordagem terapêutica. Miomas submucosos (tipo 0-2 da FIGO) são os que mais frequentemente causam sangramento uterino anormal e infertilidade, pois distorcem a cavidade endometrial. Miomas intramurais (tipo 3-6) são os mais comuns e podem causar aumento do volume uterino e dor. Miomas subserosos (tipo 7-8) crescem para fora do útero e podem ser pediculados, simulando massas anexiais, mas raramente causam sangramento uterino anormal. Pólipos endometriais, por outro lado, são proliferações benignas do endométrio e são lesões intracavitárias. O tratamento dos leiomiomas é individualizado, considerando a idade da paciente, paridade, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e a gravidade dos sintomas. As opções variam desde conduta expectante, tratamento medicamentoso (análogos de GnRH, moduladores seletivos do receptor de progesterona) até intervenções cirúrgicas (miomectomia, histerectomia) ou procedimentos minimamente invasivos (embolização de artérias uterinas). A tendência de regressão após a menopausa é devido à queda dos níveis de estrogênio.

Perguntas Frequentes

Como os leiomiomas uterinos são classificados?

Os leiomiomas são classificados principalmente pela sua localização em relação à parede uterina: submucosos (abaixo do endométrio), intramurais (dentro do miométrio) e subserosos (abaixo da serosa, na superfície externa do útero).

Qual o papel dos análogos de GnRH no tratamento dos miomas?

Os análogos de GnRH induzem um estado de hipoestrogenismo, levando à redução do volume dos miomas e do sangramento uterino. São frequentemente usados no pré-operatório para diminuir o tamanho do útero e melhorar a anemia.

Quais as principais complicações gestacionais associadas aos miomas?

Miomas podem aumentar o risco de abortamento, parto prematuro, descolamento prematuro de placenta, restrição de crescimento fetal, apresentação anômala e hemorragia pós-parto, especialmente os miomas submucosos ou grandes.

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