UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
Sobre leiomiomas, assinale a resposta INCORRETA.
Miomas subserosos podem ser confundidos com massas anexiais, não com pólipos endometriais.
Miomas subserosos crescem para fora da parede uterina e podem ser pediculados, assemelhando-se a massas anexiais. Pólipos endometriais são lesões intracavitárias, originárias do endométrio, e são mais frequentemente confundidos com miomas submucosos.
Os leiomiomas uterinos, também conhecidos como miomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. São tumores monoclonais da musculatura lisa do útero, cujo crescimento é influenciado por estrogênio e progesterona. Sua prevalência aumenta com a idade e é maior em mulheres afrodescendentes. A classificação dos miomas é crucial para a compreensão de sua sintomatologia e abordagem terapêutica. Miomas submucosos (tipo 0-2 da FIGO) são os que mais frequentemente causam sangramento uterino anormal e infertilidade, pois distorcem a cavidade endometrial. Miomas intramurais (tipo 3-6) são os mais comuns e podem causar aumento do volume uterino e dor. Miomas subserosos (tipo 7-8) crescem para fora do útero e podem ser pediculados, simulando massas anexiais, mas raramente causam sangramento uterino anormal. Pólipos endometriais, por outro lado, são proliferações benignas do endométrio e são lesões intracavitárias. O tratamento dos leiomiomas é individualizado, considerando a idade da paciente, paridade, desejo de gestação, tamanho e localização dos miomas, e a gravidade dos sintomas. As opções variam desde conduta expectante, tratamento medicamentoso (análogos de GnRH, moduladores seletivos do receptor de progesterona) até intervenções cirúrgicas (miomectomia, histerectomia) ou procedimentos minimamente invasivos (embolização de artérias uterinas). A tendência de regressão após a menopausa é devido à queda dos níveis de estrogênio.
Os leiomiomas são classificados principalmente pela sua localização em relação à parede uterina: submucosos (abaixo do endométrio), intramurais (dentro do miométrio) e subserosos (abaixo da serosa, na superfície externa do útero).
Os análogos de GnRH induzem um estado de hipoestrogenismo, levando à redução do volume dos miomas e do sangramento uterino. São frequentemente usados no pré-operatório para diminuir o tamanho do útero e melhorar a anemia.
Miomas podem aumentar o risco de abortamento, parto prematuro, descolamento prematuro de placenta, restrição de crescimento fetal, apresentação anômala e hemorragia pós-parto, especialmente os miomas submucosos ou grandes.
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