Leiomioma Uterino Assintomático: Conduta e Acompanhamento

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015

Enunciado

Cristiana 48 anos, GIV P II Abl, obesa, assintomática foi realizar ultrassonografia de rotina que evidenciou volume uterino de 183cm3 e dois nódulos sólidos hipoecóicos de contornos regulares e limites bem definidos em parede anterior, intramurais compatíveis com leiomiomas medindo 4,5 cm de diâmetro. A conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Miomectomia.
  2. B) tratar com análogos do GnRh.
  3. C) Histerectomia. 
  4. D) Orientação e controle ultrassonográfico. 

Pérola Clínica

Leiomiomas uterinos assintomáticos, mesmo grandes, geralmente requerem apenas observação e controle ultrassonográfico.

Resumo-Chave

A conduta para leiomiomas uterinos é guiada principalmente pela presença e intensidade dos sintomas. Em pacientes assintomáticas, como Cristiana, a observação clínica e o acompanhamento ultrassonográfico periódico são a abordagem mais adequada, independentemente do tamanho dos miomas, desde que não haja crescimento rápido ou outras preocupações.

Contexto Educacional

Leiomiomas uterinos, também conhecidos como fibromas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e ambientais. Embora possam causar sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica e sintomas compressivos, muitos são assintomáticos e descobertos incidentalmente em exames de imagem. O diagnóstico é frequentemente feito por ultrassonografia pélvica, que pode identificar nódulos sólidos hipoecóicos no miométrio. A conduta para leiomiomas é determinada principalmente pela presença e gravidade dos sintomas, pelo desejo reprodutivo da paciente e pelo tamanho e localização dos miomas. Em pacientes assintomáticas, como no caso apresentado, a conduta mais adequada é a observação e o controle ultrassonográfico periódico, sem necessidade de intervenção imediata. Tratamentos como miomectomia (remoção cirúrgica dos miomas), histerectomia (remoção do útero) ou uso de análogos do GnRH (para reduzir o tamanho dos miomas temporariamente) são reservados para casos sintomáticos, com crescimento rápido, ou quando há outras complicações. É fundamental que o residente compreenda que o achado ultrassonográfico de miomas não implica automaticamente em tratamento, mas sim em uma avaliação clínica completa.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para o tratamento de leiomiomas uterinos?

As principais indicações são sintomas como sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica crônica, sintomas compressivos (urinários, intestinais) e, em alguns casos, infertilidade ou abortos de repetição.

Por que a observação é a conduta inicial para miomas assintomáticos?

Muitos leiomiomas são achados incidentais e não causam problemas. A observação evita intervenções desnecessárias, que podem ter riscos e custos, e permite que a paciente decida sobre o tratamento apenas se os sintomas surgirem ou piorarem, ou se houver crescimento rápido.

Quais opções de tratamento existem para leiomiomas sintomáticos?

As opções incluem tratamento medicamentoso (análogos do GnRH, DIU hormonal, AINEs), procedimentos minimamente invasivos (embolização de artéria uterina, ablação por radiofrequência) e cirúrgicos (miomectomia para preservar o útero, histerectomia).

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