HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Paciente, 45 anos, apresenta menstruação irregular com aumento do volume uterino. Ultrassonografia indica múltiplos leiomiomas. Qual a conduta considerada definitiva?
Leiomiomas sintomáticos + desejo de conduta definitiva → Histerectomia total.
A histerectomia total é considerada a conduta definitiva para leiomiomas uterinos sintomáticos, especialmente em pacientes que não desejam mais gestar. Ela remove o útero por completo, eliminando a fonte dos miomas e seus sintomas, como sangramento irregular e aumento do volume uterino.
Leiomiomas uterinos, ou miomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando até 70% das mulheres em idade reprodutiva. Eles são tumores monoclonais de músculo liso e tecido conjuntivo, dependentes de estrogênio e progesterona, e podem causar uma variedade de sintomas, incluindo sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica, pressão e sintomas urinários ou intestinais devido ao efeito de massa. O diagnóstico é frequentemente feito por ultrassonografia pélvica, que pode identificar o número, tamanho e localização dos miomas. O manejo depende da idade da paciente, desejo de gestação, tamanho e número dos miomas, e gravidade dos sintomas. As opções variam de acompanhamento expectante para miomas assintomáticos a tratamentos medicamentosos para controle de sintomas, e procedimentos cirúrgicos. A histerectomia total, que é a remoção completa do útero, é considerada a conduta definitiva para leiomiomas uterinos, especialmente em mulheres que já completaram sua prole ou não desejam mais gestar. Ela garante a eliminação dos sintomas e a não recorrência dos miomas. Outras opções como miomectomia (remoção seletiva dos miomas), embolização da artéria uterina e terapia com agonistas do GnRH são consideradas tratamentos conservadores, que preservam o útero, mas podem ter taxas de recorrência ou não resolver completamente os sintomas.
A histerectomia é indicada para leiomiomas sintomáticos (sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos) em pacientes que não desejam mais ter filhos ou quando outras opções de tratamento menos invasivas falharam ou são contraindicadas.
As alternativas incluem miomectomia (remoção apenas dos miomas, preservando o útero, ideal para quem deseja gestar), embolização de artéria uterina, ablação por radiofrequência e terapia medicamentosa (agonistas de GnRH, moduladores seletivos do receptor de progesterona) para controle de sintomas ou redução do tamanho dos miomas.
Os benefícios incluem a cura definitiva dos sintomas relacionados aos miomas e a eliminação do risco de recorrência. Os riscos são os inerentes a qualquer cirurgia maior, como infecção, sangramento, lesão de órgãos adjacentes e complicações anestésicas, além da perda da fertilidade.
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