Leiomiomas Uterinos: Fatores, Diagnóstico e Tratamento

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022

Enunciado

Leiomiomas uterinos são os tumores mais frequentes do trato genital feminino, clinicamente aparentes em cerca de 25% das pacientes. A incidência é mais alta em mulheres na terceira e quarta décadas de vida, sendo pouco comum na puberdade e em mulheres na pós-menopausa, faixa etária em que há tendência à diminuição do tamanho.Analise as seguintes afirmativas sobre os leiomiomas uterinos.I. Não há uma relação definida entre os anticoncepcionais orais e a presença de miomas.II. Parentes de primeiro grau de mulheres com miomas têm risco de aproximadamente 2,5 vezes maior de desenvolvimento de miomas.III. Dentre as opções de tratamento cirúrgico pode-se citar miomectomia abdominal, miomectomia laparoscópica, miomectomia histeroscópica, ablação endometrial e abdominal, vaginal ou histerectomia laparoscópica.IV. A ultrassonografia é a técnica de imagem mais disponível e menos dispendiosa para diferenciar miomas de outra patologia pélvica.Estão corretas as afirmativas

Alternativas

  1. A) II e III, apenas.
  2. B) I e IV, apenas.
  3. C) I, II e III, apenas
  4. D) I, II, III e IV.

Pérola Clínica

Leiomiomas uterinos: sem relação com ACO, hereditários, USG é 1ª linha, diversas opções cirúrgicas.

Resumo-Chave

Os leiomiomas uterinos são tumores benignos comuns, cuja etiologia é multifatorial, incluindo predisposição genética. O diagnóstico inicial é frequentemente feito por ultrassonografia, e o tratamento varia desde observação até diversas abordagens cirúrgicas, dependendo dos sintomas e desejo reprodutivo da paciente.

Contexto Educacional

Leiomiomas uterinos, ou miomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando cerca de 25% das mulheres em idade reprodutiva. Sua incidência é maior entre a terceira e quarta décadas de vida, diminuindo na pós-menopausa. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais (estrogênio e progesterona) e ambientais. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica e sintomas compressivos, sendo confirmado pela ultrassonografia pélvica, que é o método de imagem mais acessível e eficaz. Não há uma relação definida entre o uso de anticoncepcionais orais e a presença de miomas, e a hereditariedade é um fator importante, com risco aumentado em parentes de primeiro grau. O tratamento dos leiomiomas varia conforme os sintomas, tamanho, localização e desejo reprodutivo da paciente. As opções incluem manejo expectante, tratamento medicamentoso (agonistas de GnRH, moduladores de receptores de progesterona) e diversas abordagens cirúrgicas, como miomectomia (preservação uterina) e histerectomia (tratamento definitivo), que podem ser realizadas por via abdominal, laparoscópica ou histeroscópica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de leiomiomas uterinos?

Os principais fatores de risco incluem idade (mulheres na terceira e quarta décadas), etnia (maior incidência em mulheres negras), história familiar, obesidade e nuliparidade.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico de leiomiomas uterinos?

A ultrassonografia pélvica é a técnica de imagem de primeira linha e mais disponível para o diagnóstico de leiomiomas uterinos, permitindo avaliar tamanho, número e localização dos miomas, além de diferenciar de outras patologias pélvicas.

Quais são as opções de tratamento cirúrgico para leiomiomas uterinos?

As opções cirúrgicas incluem miomectomia (abdominal, laparoscópica, histeroscópica) para preservação uterina, e histerectomia (abdominal, vaginal, laparoscópica) para tratamento definitivo, além de ablação endometrial em casos selecionados.

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