Leiomioma Uterino: Sinais, Sintomas e Diagnóstico Clínico

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 39 anos, nuligesta, em consulta ginecológica de rotina refere aumento do volume abdominal, dismenorréia, hipermenorragia e obstipação intestinal. Durante o exame físico observa-se: abdome assimétrico, tumor endurecido e irregular palpável no hipogástrio e, no toque vaginal, os movimentos realizados no colo são transmitidos para o tumor abdominal. Identifica-se sangramento com coágulos pelo orifício do colo uterino. A hipótese mais provável entre as abaixo é:

Alternativas

  1. A) Leiomioma uterino intramural e subseroso
  2. B) Neoplasia de ovário de linhagem germinativa
  3. C) Neoplasia de ovário de linhagem epitelial
  4. D) Leiomiossarcoma uterino

Pérola Clínica

Leiomioma uterino: hipermenorragia, dismenorreia, massa pélvica irregular com mobilidade transmitida do colo.

Resumo-Chave

Os leiomiomas uterinos (miomas) são tumores benignos do miométrio, muito comuns em mulheres em idade reprodutiva. Eles podem causar sintomas como sangramento uterino anormal (hipermenorragia), dor pélvica (dismenorreia), aumento do volume abdominal e sintomas compressivos (obstipação intestinal). Ao exame físico, a presença de uma massa endurecida, irregular e que transmite os movimentos do colo uterino é altamente sugestiva de leiomioma.

Contexto Educacional

O leiomioma uterino, também conhecido como mioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando cerca de 20-40% das mulheres em idade reprodutiva. Sua etiologia é multifatorial, com influência hormonal (estrogênio e progesterona) e genética. Embora benignos, os miomas podem causar morbidade significativa, impactando a qualidade de vida das pacientes e, em alguns casos, a fertilidade. A apresentação clínica dos leiomiomas varia amplamente dependendo de seu número, tamanho e localização. Os sintomas mais frequentes incluem sangramento uterino anormal (hipermenorragia, menorragia), dismenorreia, dor pélvica crônica, aumento do volume abdominal e sintomas compressivos sobre órgãos adjacentes, como bexiga (polaciúria) e reto (obstipação intestinal). A nuliparidade é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de miomas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, onde se palpa um útero aumentado, irregular e endurecido. A ultrassonografia pélvica é o método de imagem de primeira linha para confirmar o diagnóstico, avaliar o tamanho, número e localização dos miomas. O tratamento varia desde a observação expectante até o manejo medicamentoso ou cirúrgico (miomectomia ou histerectomia), dependendo dos sintomas, desejo de gestação e idade da paciente. Para residentes, é crucial saber diferenciar os miomas de outras massas pélvicas e entender as opções de manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns do leiomioma uterino?

Os sintomas mais comuns do leiomioma uterino incluem sangramento uterino anormal (hipermenorragia, menorragia), dismenorreia (cólicas menstruais intensas), dor pélvica crônica, aumento do volume abdominal, e sintomas compressivos como obstipação intestinal ou polaciúria, dependendo do tamanho e localização dos miomas.

Como o exame físico pode ajudar no diagnóstico de leiomioma uterino?

No exame físico, o leiomioma uterino pode ser palpado como uma massa endurecida, irregular e assimétrica no hipogástrio. Um achado característico é a transmissão dos movimentos realizados no colo uterino para a massa abdominal, indicando que a massa está firmemente aderida ao útero.

Qual a diferença entre leiomioma intramural e subseroso?

Leiomiomas intramurais crescem dentro da parede muscular do útero (miométrio), sendo os mais comuns. Leiomiomas subserosos se desenvolvem na superfície externa do útero, sob a serosa, e podem se projetar para a cavidade abdominal, podendo ser pediculados. Ambos podem causar aumento do volume uterino e sintomas compressivos.

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