FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Em relação aos leiomiomas uterinos, à medida que
Risco de leiomioma uterino ↑ com história familiar positiva, indicando forte componente genético.
A predisposição genética é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento de leiomiomas uterinos, indicando que a presença de casos na família aumenta significativamente a probabilidade de uma mulher desenvolver a condição.
Leiomiomas uterinos, ou miomas, são tumores benignos do miométrio, extremamente comuns em mulheres em idade reprodutiva, sendo a principal causa de histerectomia. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores hormonais, genéticos e ambientais. A prevalência aumenta com a idade e é maior em mulheres afrodescendentes, impactando significativamente a qualidade de vida devido a sintomas como sangramento uterino anormal, dor pélvica e infertilidade. A fisiopatologia envolve a proliferação de células musculares lisas do útero, influenciada por estrogênio e progesterona. Fatores genéticos desempenham um papel crucial, com estudos mostrando um risco significativamente maior em mulheres com história familiar positiva. Outros fatores incluem menarca precoce, obesidade e consumo de carne vermelha, enquanto paridade e uso de contraceptivos orais podem ser protetores, diminuindo o risco. O diagnóstico é geralmente por ultrassonografia. O tratamento varia de expectante a cirúrgico, dependendo dos sintomas, tamanho e localização dos miomas, e do desejo reprodutivo da paciente. Compreender os fatores de risco é fundamental para o aconselhamento e manejo clínico, especialmente em pacientes com histórico familiar, permitindo uma abordagem personalizada e preventiva.
Os principais fatores de risco incluem idade (mulheres em idade reprodutiva), etnia (maior em afrodescendentes), história familiar (genética), menarca precoce e obesidade. A paridade e o uso de contraceptivos orais podem ser protetores.
A genética desempenha um papel crucial. Mulheres com história familiar de leiomiomas têm um risco significativamente maior de desenvolver a condição, sugerindo uma forte predisposição hereditária.
A paridade (número de gestações) geralmente diminui o risco de leiomiomas, enquanto o aumento do índice de massa corporal (IMC) está associado a um risco aumentado, não diminuído, devido à maior produção de estrogênio.
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