AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
A.M.B, 30 anos, G0, procura atendimento por sangramento uterino anormal -- refere que há 6 meses vem apresentando sangramentos prolongados, intensos, sem um padrão definido. Na investigação, ultrassonografia sugeriu presença de nódulo hipoecogênico abaulando a cavidade endometrial, medindo 3cm no maior diâmetro, com penetração miometrial de em cerca de 10%. Sobre o provável diagnóstico e o tratamento MAIS adequado.
Leiomioma submucoso com SUA → miomectomia histeroscópica é conduta ideal.
O leiomioma submucoso, mesmo com pequena penetração miometrial, é a principal causa de sangramento uterino anormal. A miomectomia histeroscópica é a abordagem de escolha para miomas submucosos, pois permite a remoção do nódulo via transcervical, preservando o útero e sendo menos invasiva.
O leiomioma uterino, também conhecido como mioma, é o tumor benigno mais comum do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Embora muitos sejam assintomáticos, eles podem causar uma variedade de sintomas, sendo o sangramento uterino anormal (SUA) o mais prevalente, especialmente nos leiomiomas de localização submucosa. A classificação dos miomas (submucoso, intramural, subseroso) é crucial para definir a conduta terapêutica. O diagnóstico é frequentemente realizado por ultrassonografia transvaginal, que permite identificar a presença, tamanho e localização dos nódulos. No caso de um leiomioma submucoso, a ultrassonografia pode evidenciar um nódulo abaulando a cavidade endometrial, com ou sem penetração miometrial. A penetração miometrial de até 50% ainda permite a abordagem histeroscópica. A paciente do caso, com sangramento prolongado e nódulo submucoso com 10% de penetração, apresenta um quadro clássico de leiomioma submucoso sintomático. O tratamento do leiomioma submucoso sintomático, especialmente quando causa SUA, é preferencialmente cirúrgico. A miomectomia histeroscópica, realizada via transcervical, é a técnica de escolha para miomas submucosos, pois é minimamente invasiva, preserva o útero e oferece excelentes resultados na resolução do sangramento. Outras opções, como a miomectomia laparotômica ou videolaparoscópica, são reservadas para miomas de outras localizações ou submucosos de grande volume com alta penetração miometrial, enquanto a histerectomia é considerada em casos de falha terapêutica ou desejo de não ter mais filhos.
O principal sintoma do leiomioma submucoso é o sangramento uterino anormal (SUA), que pode se manifestar como menorragia (sangramento menstrual intenso e prolongado) ou metrorragia (sangramento irregular entre os períodos).
A miomectomia histeroscópica é a melhor opção porque permite a remoção do mioma via transcervical, sem incisões abdominais, sendo minimamente invasiva, com menor tempo de recuperação e preservação uterina.
A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para identificar e classificar os leiomiomas, avaliando sua localização (submucoso, intramural, subseroso), tamanho e relação com a cavidade endometrial, o que é crucial para a escolha do tratamento.
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