UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Diante de um diagnóstico de leiomioma submucoso, medindo 1,5 cm no seu maior diâmetro, em uma paciente nuligesta, a melhor conduta terapêutica para o caso é:
Leiomioma submucoso pequeno (<4cm) em nuligesta → miomectomia histeroscópica para preservar fertilidade.
Leiomiomas submucosos, especialmente os menores e mais acessíveis, são idealmente tratados por histeroscopia. Esta via é minimamente invasiva, preserva a fertilidade e é a escolha preferencial para pacientes que desejam engravidar, como a nuligesta do caso.
Leiomiomas uterinos são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Os leiomiomas submucosos, embora menos frequentes que os intramurais ou subserosos, são os que mais frequentemente causam sintomas como sangramento uterino anormal e infertilidade, devido à sua localização na cavidade endometrial. O diagnóstico é feito por ultrassonografia transvaginal e confirmado por histerossonografia ou histeroscopia. A fisiopatologia envolve o crescimento de células musculares lisas do miométrio sob influência hormonal, principalmente estrogênio e progesterona. A escolha do tratamento depende de fatores como tamanho, número, localização do mioma, sintomas, idade da paciente e desejo de gestação. Para leiomiomas submucosos pequenos (até 4-5 cm) em pacientes que desejam preservar a fertilidade, a miomectomia histeroscópica é a conduta de escolha, pois é minimamente invasiva e permite a remoção do mioma sem incisões abdominais. O prognóstico após miomectomia histeroscópica é geralmente bom, com melhora dos sintomas e aumento das taxas de gravidez. É importante considerar a experiência do cirurgião e a classificação do mioma (FIGO 0, I ou II) para determinar a viabilidade da abordagem histeroscópica. Outras opções incluem miomectomia laparoscópica ou laparotômica para miomas de outras localizações ou tamanhos maiores, e tratamentos conservadores como análogos de GnRH para controle temporário dos sintomas.
A miomectomia histeroscópica é indicada para leiomiomas submucosos, especialmente os tipos 0 e I, que se projetam para a cavidade uterina e são acessíveis por via vaginal, sendo ideal para pacientes que desejam preservar a fertilidade.
Os riscos incluem perfuração uterina, sangramento, infecção e, raramente, síndrome de sobrecarga hídrica devido ao meio de distensão. Complicações são geralmente baixas em mãos experientes.
Miomas submucosos menores que 4-5 cm são geralmente passíveis de ressecção histeroscópica. Miomas maiores ou com grande componente intramural podem exigir abordagens em dois tempos ou outras vias, como laparoscopia ou laparotomia.
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