HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
O chamado “leiomioma parasita” é geralmente uma variante do mioma:
Leiomioma parasita = Mioma subseroso pediculado que se desprende e se nutre de outra estrutura.
O leiomioma parasita é uma variante rara de mioma uterino que se origina de um mioma subseroso pediculado. Ele se desprende do útero e se adere a outra estrutura peritoneal, como o omento, de onde passa a receber suprimento sanguíneo, tornando-se 'parasita'.
Os leiomiomas uterinos, comumente conhecidos como miomas, são os tumores benignos mais frequentes do trato genital feminino. Eles se originam do músculo liso do miométrio e são classificados de acordo com sua localização: submucosos (abaixo do endométrio), intramurais (dentro da parede muscular) e subserosos (abaixo da serosa externa). Os miomas subserosos podem ser sésseis ou pediculados. O leiomioma parasita é uma entidade rara e intrigante, que representa uma complicação ou uma forma atípica de apresentação dos miomas. Sua fisiopatologia envolve a torção e necrose do pedículo de um mioma subseroso pediculado, levando ao seu desprendimento do útero. Uma vez livre na cavidade peritoneal, o mioma pode se aderir a outras estruturas, como o omento, intestino ou peritônio, e desenvolver um novo suprimento sanguíneo, tornando-se 'parasita' desses tecidos. O diagnóstico do leiomioma parasita pode ser desafiador devido à sua apresentação inespecífica e à sua raridade. Ele deve ser considerado no diagnóstico diferencial de massas abdominais ou pélvicas, especialmente em mulheres com histórico de miomas ou cirurgias uterinas (como miomectomia ou histerectomia). O tratamento é cirúrgico, com a excisão da massa, e o prognóstico é geralmente excelente, uma vez que são tumores benignos.
Um leiomioma parasita é um tipo raro de mioma uterino que se desprende do útero e se implanta em outra estrutura peritoneal, como o omento ou intestino, de onde passa a receber seu suprimento sanguíneo. Geralmente, ele se origina de um mioma subseroso pediculado que sofre torção e necrose do pedículo, liberando-o na cavidade abdominal.
O leiomioma parasita é quase sempre uma evolução de um mioma subseroso pediculado. O pedículo do mioma subseroso pode sofrer torção, isquemia e necrose, levando ao seu desprendimento do útero. Se o mioma encontrar outro local para se vascularizar, ele se torna um leiomioma parasita.
Os sintomas do leiomioma parasita são inespecíficos e podem incluir dor abdominal, sensação de massa ou serem assintomáticos. O diagnóstico é frequentemente incidental durante exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, ou durante cirurgia por outras indicações, sendo confirmado por histopatologia.
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