UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Sobre os leiomiomas do esôfago, assinale a alternativa INCORRETA.
Leiomioma esofágico = tumor submucoso da muscular própria. NÃO ulcera a mucosa.
Leiomiomas do esôfago são tumores benignos que se originam da camada muscular própria, crescendo de forma submucosa. Por estarem abaixo da mucosa, eles tipicamente não causam ulceração da superfície mucosa, o que os diferencia de lesões malignas ou inflamatórias. A endoscopia geralmente revela uma lesão abaulada coberta por mucosa normal.
Os leiomiomas do esôfago são os tumores benignos mais frequentes deste órgão, representando cerca de 80% de todas as neoplasias benignas esofágicas. São tumores de crescimento lento que se originam da camada muscular própria da parede esofágica. Geralmente são assintomáticos e descobertos incidentalmente em exames de imagem ou endoscopia realizados por outras razões. Quando sintomáticos, podem causar disfagia, dor torácica ou, mais raramente, hemorragia. A característica patológica dos leiomiomas é que eles se desenvolvem na camada muscular própria, crescendo para o lúmen esofágico ou para o mediastino, mas sempre cobertos por uma mucosa esofágica intacta e normal. Por essa razão, a endoscopia digestiva alta tipicamente revela uma lesão abaulada, submucosa, com mucosa sobrejacente íntegra, sem sinais de ulceração, erosão ou friabilidade. A presença de ulceração na mucosa é um achado atípico e deve levantar a suspeita de outras patologias, como carcinoma ou tumor estromal gastrointestinal (GIST). O diagnóstico é frequentemente sugerido pela endoscopia e confirmado pela ecoendoscopia, que permite visualizar a origem da lesão na muscular própria e suas características. Lesões pequenas, assintomáticas e com características típicas na ecoendoscopia podem ser acompanhadas clinicamente sem necessidade de biópsia ou ressecção, devido ao baixo potencial de malignidade e aos riscos associados à biópsia de lesões submucosas. A intervenção cirúrgica ou endoscópica é reservada para lesões sintomáticas, de grande porte ou com características atípicas que levantem suspeita de malignidade.
Leiomiomas do esôfago são os tumores benignos mais comuns do esôfago. Eles se originam da camada muscular própria da parede esofágica, crescendo de forma submucosa. São lesões de crescimento lento e geralmente assintomáticas, descobertas incidentalmente.
Os leiomiomas esofágicos não apresentam ulceração na mucosa porque são tumores que se desenvolvem na camada muscular própria, abaixo da mucosa. A mucosa que os recobre permanece íntegra e sem lesões, a menos que haja um trauma ou uma condição patológica secundária. A ulceração é mais típica de tumores malignos ou processos inflamatórios.
A ecoendoscopia (ultrassonografia endoscópica) é a ferramenta diagnóstica mais importante para os leiomiomas esofágicos. Ela permite avaliar a origem da lesão na parede esofágica (muscular própria), sua ecogenicidade, homogeneidade e limites, características que são altamente sugestivas de leiomioma. Lesões com características típicas na ecoendoscopia geralmente não necessitam de biópsia, devido ao risco de perfuração e à dificuldade de obter material diagnóstico adequado através da mucosa intacta.
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