IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Qual a neoplasia benigna comum do esôfago?
O leiomioma é a neoplasia benigna mais comum do esôfago, geralmente assintomático.
O leiomioma é o tumor benigno mais frequente do esôfago, originando-se da camada muscular lisa. Geralmente são assintomáticos e descobertos incidentalmente, mas podem causar disfagia ou dor torácica se crescerem muito.
O esôfago, embora mais conhecido por suas neoplasias malignas, também pode ser sede de tumores benignos. Entre eles, o leiomioma se destaca como o mais prevalente. Originando-se das células musculares lisas da parede esofágica, esses tumores são tipicamente lesões submucosas que crescem lentamente e, na maioria das vezes, permanecem assintomáticos por longos períodos, sendo descobertos incidentalmente em exames de rotina. A fisiopatologia do leiomioma esofágico envolve a proliferação benigna de miócitos lisos. Embora a maioria seja solitária, múltiplos leiomiomas podem ocorrer em raras condições genéticas. O diagnóstico diferencial inclui outras lesões submucosas como cistos, lipomas, hemangiomas e, mais importante, tumores estromais gastrointestinais (GIST) ou metástases, que exigem biópsia para confirmação. A ultrassonografia endoscópica é fundamental para avaliar a origem da lesão e sua relação com as camadas da parede esofágica. O manejo dos leiomiomas esofágicos depende de seu tamanho e da presença de sintomas. Lesões pequenas e assintomáticas podem ser apenas observadas. No entanto, se o tumor causar disfagia, dor ou houver incerteza diagnóstica, a ressecção cirúrgica é indicada. A enucleação, que remove o tumor preservando a mucosa, é a técnica preferencial para evitar estenoses e preservar a função esofágica.
A maioria dos leiomiomas esofágicos é assintomática. Quando sintomáticos, podem causar disfagia (dificuldade para engolir), dor torácica ou, raramente, hemorragia.
O diagnóstico é frequentemente incidental em exames de imagem (TC, endoscopia com ultrassom endoscópico) ou contrastados. A ultrassonografia endoscópica é a melhor ferramenta para caracterizar a lesão submucosa.
Leiomiomas pequenos e assintomáticos geralmente não requerem tratamento, apenas acompanhamento. Lesões sintomáticas ou grandes podem ser removidas cirurgicamente, preferencialmente por enucleação.
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