SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
Qual a neoplasia benigna mais comum do esôfago?
Leiomioma = neoplasia benigna mais comum do esôfago, geralmente assintomática, mas pode causar disfagia.
O leiomioma é a neoplasia benigna mais comum do esôfago, originando-se da camada muscular lisa. Geralmente é assintomático, mas pode causar disfagia, dor torácica ou hemorragia em casos maiores. O diagnóstico é feito por exames de imagem e endoscopia, e o tratamento é cirúrgico apenas para casos sintomáticos ou com crescimento significativo.
O esôfago, embora mais conhecido por suas neoplasias malignas, também pode ser sítio de tumores benignos. Entre eles, o leiomioma esofágico destaca-se como a neoplasia benigna mais comum. Ele se origina da camada muscular lisa da parede esofágica, sendo mais frequente no terço médio e distal do esôfago. A prevalência é maior em adultos jovens e de meia-idade, e a maioria dos casos é descoberta incidentalmente durante exames de imagem ou endoscopia realizados por outras razões. A fisiopatologia do leiomioma envolve a proliferação benigna de células musculares lisas. Clinicamente, a maioria dos pacientes permanece assintomática por longos períodos. Quando os sintomas surgem, eles estão relacionados ao tamanho e à localização do tumor, que pode causar obstrução mecânica. Os sintomas mais comuns incluem disfagia (dificuldade para engolir), dor torácica e, menos frequentemente, hemorragia. O diagnóstico é feito por exames como esofagograma baritado, tomografia computadorizada e, de forma mais precisa, pela ultrassonografia endoscópica (USE), que permite diferenciar o leiomioma de outras lesões submucosas e avaliar sua origem. O tratamento do leiomioma esofágico depende da presença de sintomas e do tamanho do tumor. Lesões pequenas e assintomáticas geralmente requerem apenas acompanhamento. A ressecção cirúrgica é indicada para pacientes sintomáticos, tumores grandes (geralmente > 5 cm), ou quando há incerteza diagnóstica e preocupação com malignidade. A enucleação do tumor, preservando a mucosa esofágica, é a técnica cirúrgica de escolha, podendo ser realizada por via laparoscópica ou toracoscópica, oferecendo bons resultados e baixa morbidade.
A maioria dos leiomiomas esofágicos é assintomática e descoberta incidentalmente. No entanto, quando sintomáticos, podem causar disfagia (dificuldade para engolir), dor torácica, sensação de plenitude ou, raramente, hemorragia gastrointestinal, especialmente se o tumor for grande.
O diagnóstico geralmente envolve exames de imagem como a radiografia de tórax, esofagograma baritado (que mostra um defeito de enchimento liso), tomografia computadorizada e, principalmente, a endoscopia digestiva alta com ultrassonografia endoscópica (USE). A USE é crucial para determinar a origem da lesão na parede esofágica e sua relação com as camadas musculares.
Para leiomiomas pequenos e assintomáticos, a conduta é geralmente expectante, com acompanhamento periódico. A ressecção cirúrgica é indicada para tumores sintomáticos, com crescimento rápido, ou quando há incerteza diagnóstica e suspeita de malignidade. A enucleação laparoscópica ou toracoscópica é a técnica preferencial.
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