UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Leia o texto a seguir.De acordo com Ostrowski et al. (2018), a vasectomia é um método seguro, eficaz e permanente de contracepção masculina. Em 2015, aproximadamente 520 mil homens nos Estados Unidos foram submetidos a vasectomia. A análise contemporânea das tendências de vasectomia demonstra que mais de 80% das vasectomias são realizadas em homens de 25 a 44 anos, em um ambiente de consultório e por um urologista. Segundo Pile e Barone (2009), em todo o mundo, o uso de vasectomia varia por país e pode exceder 10% dos homens em países como Austrália, Butão, Canadá, Holanda, Nova Zelândia, República da Coreia, Grã-Bretanha e Estados Unidos.Em relação às técnicas da vasectomia, os dados atuais permitem dizer que:
Vasectomia: excisão de 1,0 cm do ducto deferente é técnica recomendada para oclusão.
A vasectomia é um método contraceptivo masculino permanente e altamente eficaz. A técnica cirúrgica envolve a oclusão dos ductos deferentes para impedir a passagem de espermatozoides. A excisão de um segmento de 1,0 cm do ducto deferente é uma prática comum e recomendada para aumentar a eficácia da oclusão.
A vasectomia é um método de contracepção masculina permanente, seguro e altamente eficaz, com uma taxa de sucesso superior a 99%. É um procedimento ambulatorial realizado por urologistas, geralmente sob anestesia local. A popularidade da vasectomia tem crescido globalmente devido à sua simplicidade, baixo custo e perfil de segurança, oferecendo uma alternativa permanente para casais que não desejam mais ter filhos. Existem diversas técnicas para a oclusão dos ductos deferentes, que visam impedir a passagem dos espermatozoides dos testículos para a uretra. As técnicas incluem a ligadura e secção, a cauterização intraluminal, a aplicação de clipes e a interposição fascial. A excisão de um segmento do ducto deferente, geralmente de 1,0 cm, é uma prática recomendada em muitas diretrizes, pois demonstrou aumentar a eficácia do procedimento ao reduzir o risco de recanalização espontânea. É crucial que os pacientes compreendam que a vasectomia não confere contracepção imediata. Espermatozoides viáveis podem permanecer no trato reprodutivo distal à oclusão por um período. Portanto, é imperativo que os casais continuem utilizando outros métodos contraceptivos até que um espermograma de controle, realizado geralmente 3 meses ou após 20 ejaculações, confirme a azoospermia ou a presença de um número muito baixo de espermatozoides imóveis. A falha da vasectomia, embora rara, pode ocorrer devido à recanalização ou à ligadura incompleta do ducto deferente.
A vasectomia sem bisturi é uma técnica popular devido à menor morbidade. A eficácia da vasectomia é muito alta, mas não 100%, com taxas de falha variando de 0,1% a 0,5%, dependendo da técnica de oclusão utilizada.
Os casais devem continuar usando outros métodos contraceptivos até que o espermograma de controle demonstre azoospermia (ausência total de espermatozoides) ou oligozoospermia severa (menos de 100.000 espermatozoides imóveis/mL), o que geralmente ocorre após 3 meses ou 20 ejaculações.
A excisão de um segmento de 1,0 cm do ducto deferente, juntamente com a ligadura e/ou cauterização das extremidades, é uma técnica que aumenta a eficácia da vasectomia ao dificultar a recanalização espontânea dos deferentes, que é a principal causa de falha.
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