SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir: J.S. 55 anos, piloto comercial, sem comorbidades. Vem à consulta de cirurgia torácica devido a um quadro de TEP maciço há seis meses, em uso de Rivaroxabana 20 mg/dia e massa bem delimitada em mediastino anterior, com distribuição homogénea do contraste, medindo 2,5 cm. Relata queixas esporádicas de engasgo com alimentos sólidos e fraqueza da cintura escapular. Frente ao caso clínico, qual a conduta adequada?
Massa mediastinal anterior + fraqueza muscular → Pesquisar Miastenia Gravis (Anti-AChR/MUSK).
Em pacientes com massa no mediastino anterior e sintomas de fraqueza, a investigação de Miastenia Gravis é mandatória antes de intervenções cirúrgicas.
O mediastino anterior é o sítio mais comum de tumores tímicos. O timoma é a neoplasia primária mais frequente nessa localização em adultos. A apresentação clínica pode variar de assintomática a sintomas compressivos ou síndromes paraneoplásicas, sendo a Miastenia Gravis a mais comum. A avaliação pré-operatória deve incluir a pesquisa de anticorpos anti-AChR, pois o manejo anestésico em pacientes com MG exige cuidados específicos devido à sensibilidade a bloqueadores neuromusculares. O tratamento de escolha para timomas ressecáveis é a timectomia completa.
A biópsia transtorácica de massas mediastinais anteriores suspeitas de timoma é geralmente evitada devido ao risco de disseminação de células tumorais (seeding) ao longo do trajeto da agulha. O diagnóstico é frequentemente presuntivo por imagem e confirmado após a ressecção cirúrgica completa.
Cerca de 30-50% dos pacientes com timoma apresentam Miastenia Gravis (MG), e 10-15% dos pacientes com MG possuem um timoma. A MG é uma síndrome paraneoplásica autoimune onde anticorpos atacam a junção neuromuscular.
O anticorpo anti-MUSK é solicitado em pacientes com suspeita clínica de Miastenia Gravis que apresentam sorologia negativa para anticorpos contra o receptor de acetilcolina (anti-AChR), caracterizando a MG soronegativa.
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