CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa correta sobre a motilidade ocular extrínseca:
Sherrington = inervação recíproca (mesmo olho); Hering = inervação igual (olhos diferentes).
A Lei de Sherrington rege a coordenação de músculos no mesmo olho (agonista/antagonista), enquanto a Lei de Hering rege a coordenação binocular (músculos sinergistas).
O estudo da motilidade ocular extrínseca é fundamental para a compreensão dos estrabismos e das paralisias oculomotoras. As leis de Sherrington e Hering formam a base da fisiologia motora ocular. Enquanto Sherrington foca na economia de esforço dentro de um único olho, Hering foca na binocularidade e no movimento conjugado. Erros na aplicação dessas leis podem levar a diagnósticos incorretos em casos de paresias. Por exemplo, na paralisia de um músculo, o esforço aumentado para mover o olho afetado resulta, pela Lei de Hering, em um estímulo excessivo ao músculo sinergista do olho sadio, gerando um desvio secundário maior que o desvio primário. Além disso, os centros de controle desses movimentos estão localizados no tronco encefálico, mas recebem comandos voluntários do lobo frontal (campo ocular frontal) e comandos de seguimento/reflexos do lobo occipital.
A Lei de Sherrington, ou lei da inervação recíproca, afirma que quando um músculo ocular extrínseco recebe um estímulo para se contrair (agonista), seu músculo antagonista ipsilateral recebe simultaneamente um estímulo inibitório para relaxar. Por exemplo, ao olhar para a direita com o olho direito, o reto lateral direito contrai enquanto o reto medial direito relaxa. Isso garante um movimento suave e sem resistência mecânica interna no globo ocular.
A Lei de Hering, ou lei da correspondência motora, estabelece que, durante qualquer movimento ocular binocular, impulsos nervosos iguais e simultâneos são enviados aos músculos de ambos os olhos que atuam como pares sinergistas (músculos jugados). Na levoversão, por exemplo, o reto medial direito e o reto lateral esquerdo recebem a mesma quantidade de estímulo inervacional para garantir que os olhos se movam de forma coordenada e mantenham o alinhamento.
A motilidade ocular extrínseca é controlada por três pares de nervos cranianos: o III par (Oculomotor), que inerva os retos superior, inferior e medial, o oblíquo inferior e o elevador da pálpebra; o IV par (Troclear), que inerva o músculo oblíquo superior; e o VI par (Abducente), que inerva o músculo reto lateral. O V par (Trigêmeo) possui função sensitiva na região ocular, mas não participa da inervação motora dos músculos extrínsecos.
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