Lei de Prentice e Efeito Prismático em Lentes Míopes

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

Se um paciente ortofórico e míope de 10,00DE em ambos olhos, com distância interpupilar de 60mm, tiver sua prescrição com distância dos centros ópticos de 65mm, ele passará a apresentar, para longe:

Alternativas

  1. A) Endodesvio de 5 dioptrias prismáticas.
  2. B) Exodesvio de 5 dioptrias prismáticas.
  3. C) Exodesvio de 2 dioptrias prismáticas.
  4. D) Endodesvio de 2 dioptrias prismáticas.

Pérola Clínica

P = c x F → Descentração de lente negativa para fora induz base interna (BI) = Endodesvio.

Resumo-Chave

A Lei de Prentice determina o efeito prismático. Em lentes negativas (míopes), a descentração temporal (centros > DNP) cria um prisma de base interna, gerando endodesvio.

Contexto Educacional

Na óptica oftálmica, o alinhamento dos centros ópticos com a distância nasopupilar é crucial. Em pacientes míopes (lentes divergentes), se os centros ópticos estiverem mais afastados que a distância interpupilar, o paciente olha através da porção nasal da lente, que age como um prisma de base interna (BI), induzindo um esforço de divergência ou um endodesvio clínico.

Perguntas Frequentes

O que diz a Lei de Prentice?

A Lei de Prentice estabelece que o poder prismático (P) é igual ao produto da descentração em centímetros (c) pelo poder dióptrico da lente (F): P = c x F.

Por que ocorre endodesvio no míope com centros largos?

A lente negativa é mais fina no centro e grossa na periferia. Afastar os centros ópticos faz o paciente olhar pela borda nasal, que funciona como um prisma de base interna (BI).

Como calcular o desvio neste caso específico?

A descentração total é 5mm (0,5cm). Multiplicando pelo poder de 10DE, temos 5 dioptrias prismáticas. Como a lente é negativa e a descentração é para fora, a base é interna, causando endodesvio.

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