MedEvo Simulado — Prova 2026
Dr. Vinícius assumiu recentemente a Secretaria Municipal de Saúde de um município de médio porte e deparou-se com a suspensão dos repasses de recursos do Fundo Nacional de Saúde destinados ao custeio das ações e serviços públicos de saúde. Ao realizar um diagnóstico situacional da gestão, ele observa que o município possui um Fundo de Saúde devidamente constituído, um Plano de Saúde aprovado para o quadriênio e apresenta regularmente os Relatórios de Gestão ao Conselho Municipal de Saúde. O Conselho de Saúde local é atuante, possui caráter deliberativo e sua composição é paritária (50% de representantes de usuários). No entanto, Dr. Vinícius identifica dois pontos críticos: a última Conferência Municipal de Saúde foi realizada há cinco anos e o município ainda não instituiu uma comissão para a elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) para os servidores da saúde. Com base na Lei n. 8.142/1990, assinale a alternativa que apresenta a correta interpretação jurídica sobre a regularidade dos repasses e as consequências para o município.
Repasse fundo a fundo exige: Fundo, Conselho, Plano, Relatórios, Contrapartida e PCCS.
A Lei 8.142/90 condiciona o repasse automático de recursos federais à existência de seis requisitos básicos, incluindo a Conferência de Saúde quadrienal e o PCCS.
A Lei 8.142/1990 é um dos pilares do SUS, tratando da participação da comunidade e das transferências intergovernamentais. Ela estabelece que a gestão deve ser transparente e participativa. O controle social é exercido pelos Conselhos (permanentes e deliberativos) e pelas Conferências (periódicas). A exigência de um PCCS reflete a preocupação com a valorização do trabalho no SUS, enquanto o Plano de Saúde e os Relatórios de Gestão garantem o planejamento e a prestação de contas. Para o residente, entender essa engrenagem é vital para compreender como a política de saúde se materializa em financiamento e serviços na ponta.
Para receber os recursos do Fundo Nacional de Saúde, o município deve contar com: 1. Fundo de Saúde; 2. Conselho de Saúde com composição paritária; 3. Plano de Saúde; 4. Relatórios de gestão que permitam o controle; 5. Contrapartida de recursos no respectivo orçamento; 6. Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). A ausência de qualquer um desses itens, ou a desatualização da Conferência de Saúde (que deve ocorrer a cada 4 anos), fundamenta legalmente a suspensão dos repasses federais.
As Conferências de Saúde devem ocorrer a cada quatro anos, convocadas pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, pelo Conselho de Saúde. Elas têm como objetivo avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes. O descumprimento desse prazo compromete a regularidade da gestão e pode levar à suspensão de recursos, conforme a interpretação da Lei 8.142/1990.
Caso o município não cumpra os requisitos estabelecidos no Art. 4º da Lei 8.142/1990, os recursos destinados a ele podem ser administrados pelo Estado até que a situação seja regularizada. Isso garante que a assistência à população não seja interrompida, mas retira a autonomia financeira da gestão municipal sobre as verbas federais de custeio e investimento em saúde.
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