MedEvo Simulado — Prova 2026
Uma nova gestora municipal de saúde, ao assumir o cargo em uma cidade de pequeno porte, solicita à sua equipe técnica um levantamento das condições necessárias para garantir que o município continue recebendo os repasses financeiros do Governo Federal de forma regular e automática. Ela demonstra preocupação com a conformidade legal para a manutenção do fluxo de recursos destinados ao custeio das ações e serviços de saúde locais. Com base nas disposições da Lei nº 8.142/1990, assinale a alternativa que apresenta um dos requisitos obrigatórios para que os municípios recebam os recursos do Fundo Nacional de Saúde.
Repasse automático SUS → Fundo de Saúde + Conselho Paritário + Plano de Saúde + Contrapartida.
A Lei 8.142/90 condiciona o repasse de recursos federais à existência de instrumentos de gestão e instâncias de controle social, garantindo a descentralização financeira.
A Lei 8.142/1990 é um dos pilares jurídicos do SUS, complementando a Lei 8.080/1990 ao institucionalizar a participação da comunidade e definir as transferências intergovernamentais de recursos financeiros. Ela estabelece que a saúde é uma responsabilidade compartilhada, mas exige que o ente federativo local demonstre capacidade mínima de gestão e fiscalização social para gerir as verbas federais. Na prática da gestão pública, o não cumprimento de qualquer um dos seis requisitos (como a falta de um Conselho de Saúde ativo ou a não apresentação do Relatório de Gestão) pode levar ao bloqueio imediato dos repasses de custeio e investimento. Isso torna o conhecimento desta lei fundamental para secretários de saúde e técnicos municipais garantirem a sustentabilidade das ações de saúde locais.
Para receber os recursos de forma regular e automática, o município deve contar com: 1. Fundo de Saúde; 2. Conselho de Saúde com composição paritária; 3. Plano de Saúde; 4. Relatórios de gestão; 5. Contrapartida de recursos no orçamento próprio; 6. Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).
Significa que o Conselho deve ser composto por 50% de representantes de entidades e movimentos representativos de usuários, enquanto os outros 50% são divididos entre trabalhadores de saúde (25%) e representantes do governo e prestadores de serviços de saúde (25%).
A transferência ocorre na modalidade 'fundo a fundo', ou seja, diretamente do Fundo Nacional para o Fundo Municipal ou Estadual, de forma regular e automática, sem necessidade de convênios, desde que cumpridos os requisitos legais.
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