HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
O tabagismo é uma doença crônica, de caráter epidêmico, decorrente da dependência à nicotina, a principal, mas não única substância causadora da adicção. O cigarro convencional contém milhares de substâncias químicas, sendo fator de risco para múltiplas doenças graves, como doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas e diversas neoplasias, dentre outras. Tratase de um problema relevante de saúde pública, objeto de diferentes iniciativas do poder público. Assinale a alternativa correta sobre o tabagismo:
Lei Antifumo: Proibido fumar em locais fechados coletivos; trabalhadores não podem permanecer em áreas de fumantes.
A legislação brasileira (Lei 12.546/2011) visa proteger a saúde pública e do trabalhador, proibindo o fumo em recintos coletivos e restringindo a exposição laboral.
O controle do tabagismo no Brasil é uma das políticas de saúde pública mais bem-sucedidas, fundamentada na Convenção-Quadro da OMS. A evolução legislativa culminou na Lei 12.546/2011, que estabeleceu ambientes de uso coletivo totalmente livres de tabaco. Além do impacto direto na redução do consumo, essas medidas protegem os não fumantes da exposição involuntária à fumaça (tabagismo passivo). Para o médico residente, compreender essas normas é essencial tanto para a prática de medicina preventiva quanto para a orientação de pacientes em ambientes corporativos e hospitalares, reforçando o papel do Estado na regulação de fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis.
A Lei 12.546/2011, regulamentada pelo Decreto 8.262/2014, proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recintos coletivos fechados, públicos ou privados. Isso inclui repartições públicas, hospitais, escolas, ambientes de trabalho, entre outros. A lei extinguiu os antigos 'fumódromos' em ambientes fechados, permitindo o fumo apenas em áreas ao ar livre ou áreas exclusivas que atendam a requisitos específicos de ventilação e isolamento.
Desde 2000, a propaganda de produtos derivados do tabaco é restrita, e a partir de 2011, a proibição tornou-se quase total. É vedada a propaganda comercial em qualquer meio de comunicação (TV, rádio, jornais, internet). A única exceção permitida é a exposição dos produtos nos locais de venda, desde que acompanhada de advertências sanitárias sobre os malefícios do fumo, que devem ocupar parte significativa das embalagens e dos painéis de exposição.
A legislação brasileira prioriza a saúde do trabalhador, vedando a permanência regular de funcionários no interior de áreas exclusivas para o uso de produtos fumígeno. Isso visa reduzir a exposição ao fumo passivo, que é uma causa comprovada de diversas patologias respiratórias e cardiovasculares. Além disso, as empresas devem promover ambientes de trabalho 100% livres de tabaco para garantir a segurança e o bem-estar de todos os colaboradores.
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