CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Com relação à técnica LASIK (laser in situ keratomeleusis) para cirurgia refrativa, é correto afirmar:
Córneas íngremes (K alto) → ↑ risco de buttonhole (buraco) na lamela do LASIK com microcerátomo.
A ceratometria elevada predispõe a irregularidades na confecção do flap com microcerátomo mecânico, como o buttonhole, exigindo cautela ou preferência pelo laser de femtosegundo.
O LASIK envolve a criação de uma lamela (flap) seguida de ablação estromal com excimer laser. O uso de microcerátomos mecânicos introduz riscos específicos relacionados à curvatura corneana. Córneas muito curvas (steep) favorecem o enrugamento do tecido durante o corte, resultando em furos centrais conhecidos como buttonholes. A marcação prévia da córnea é fundamental para o reposicionamento anatômico, mas não para a centralização do laser, que é feita pelo eye-tracker do equipamento. Além disso, a pressão de sucção durante o procedimento deve ser monitorada, mas o risco de oclusão da artéria central da retina ocorre em pressões muito superiores aos limites de segurança habituais.
O buttonhole é uma complicação na confecção da lamela (flap) onde ocorre uma perfuração central ou irregularidade no corte, geralmente associada ao uso de microcerátomos mecânicos em córneas muito curvas.
Córneas com ceratometria elevada (íngremes) tendem a sofrer maior compressão e deformação durante a passagem do microcerátomo, o que facilita cortes irregulares ou incompletos na região central.
A conduta padrão é abortar a aplicação do laser (ablação), reposicionar cuidadosamente a lamela e aguardar a cicatrização por alguns meses antes de considerar uma nova intervenção, preferencialmente com femtosegundo.
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