UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2018
Criança com 02 anos de idade, sexo feminino, natural e procedente de Aracaju, bairro Mosqueiro, é levada ao pronto-socorro com história de febre intermitente associada a sudorese noturna com cerca de 6 meses de evolução. Calendário vacinal atualizado, sem história de atopia em familiares. Nega perda ponderal durante esse tempo. Apresenta desenvolvimento neuropsicomotor adequado. Genitora refere que há três dias, a criança iniciou quadro de tosse seca sem coriza, associado a “chiado” no peito. Ao exame físico: em BEG, ativa, reativa, hipocorada ++/4, pele e fâneros sem alterações, acianótica, anictérica, febril (T = 38°C), FR = 58 irpm com tiragens intercostais leves. Peso = 13 kg. Presença de linfonodos palpáveis, em cadeias cervical, submandibular, axilar e inguinal, todos móveis, não aderentes a planos profundos, indolores e com consistência fibroelástica, sendo que os maiores mediam 1,0 cm de diâmetro em cadeia cervical anterior. Aparelho respiratório: MV bem distribuído em ambos HT, com sibilos difusos. Aparelho cardiovascular sem alterações. Abdome plano, flácido, indolor à palpação, apresentando fígado a 4 cm abaixo do RCD, e baço a 5 cm do RCE. Realizados exames complementares: Hemoglobina = 10 g/dl; Hematócrito = 30%; Leucócitos totais = 16.000 (20% neutrófilos, 3% bastões, 30% linfócitos, 2% monócitos, 45% eosinófilos). Plaquetas = 300.000/mm³. Radiografia simples de tórax: não disponível. Diante do quadro clínico e laboratorial apresentado, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
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