Larva Migrans Cutânea: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020

Enunciado

Criança de 3 anos com lesões pruriginosas na pele com aspecto de traçados serpiginosos elevados e eritematosos com formação de pápula na porção linear terminal. Diante desse quadro, indique a alternativa que contempla o tratamento mais adequado:

Alternativas

  1. A) Permetrina loção a 5%.
  2. B) Benzoato de benzila tópico.
  3. C) Enxofre loção a 5%.
  4. D) Tiabendazol tópico a 15% creme.

Pérola Clínica

Larva migrans cutânea → lesões serpiginosas pruriginosas; tratamento de escolha = Tiabendazol tópico 15%.

Resumo-Chave

A larva migrans cutânea é causada pela penetração e migração de larvas de parasitas intestinais de cães e gatos (principalmente Ancylostoma braziliense) na pele humana. O tiabendazol tópico é eficaz por sua ação anti-helmíntica local, inibindo enzimas essenciais para a sobrevivência do parasita.

Contexto Educacional

A larva migrans cutânea, popularmente conhecida como "bicho geográfico", é uma dermatose parasitária comum, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. É causada pela penetração e migração de larvas de ancilostomídeos de cães e gatos (principalmente Ancylostoma braziliense) na pele humana. A importância clínica reside no intenso prurido e no desconforto que as lesões causam, podendo levar a infecções secundárias por coçadura. É fundamental que residentes saibam reconhecer e tratar essa condição. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de contato com solo contaminado (praias, caixas de areia) e na morfologia característica das lesões: traçados serpiginosos, eritematosos, elevados e pruriginosos, com uma pápula ou vesícula na extremidade que representa o local onde a larva está migrando. A larva não consegue penetrar a membrana basal, ficando restrita à epiderme. O tratamento de escolha é o tiabendazol tópico a 15% em creme, aplicado 2 a 3 vezes ao dia por 5 a 10 dias, que atua inibindo a fumarato redutase do parasita. Outras opções incluem albendazol oral (400 mg/dia por 3-7 dias) ou ivermectina oral (200 mcg/kg em dose única), especialmente para casos mais extensos ou refratários. A prevenção envolve evitar o contato direto da pele com solos potencialmente contaminados.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da larva migrans cutânea?

Caracteriza-se por lesões cutâneas pruriginosas, elevadas, eritematosas e serpiginosas, com uma pápula ou vesícula na extremidade do trajeto, que avança alguns milímetros por dia.

Qual o tratamento de primeira linha para larva migrans cutânea?

O tratamento de primeira linha é o tiabendazol tópico a 15% em creme, aplicado 2 a 3 vezes ao dia por 5 a 10 dias. Em casos extensos, pode-se considerar ivermectina ou albendazol oral.

Como ocorre a transmissão da larva migrans cutânea?

A transmissão ocorre pelo contato da pele com solo contaminado por fezes de cães e gatos infectados com larvas de Ancylostoma braziliense ou outros ancilostomídeos.

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