HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
Pré-escolar de 5 anos chega ao seu consultório com lesão pruriginosa, de trajeto linear e sinuoso, localizada em nádega. A mãe observou que a lesão surgiu uma semana após chegarem das férias numa praia. Com base no diagnóstico mais provável, o tratamento é com:
Lesão linear sinuosa pruriginosa pós-praia em criança → Larva migrans cutânea = Tiabendazol.
O quadro clínico de lesão pruriginosa, linear e sinuosa em nádega, com histórico de contato com areia (praia), é altamente sugestivo de Larva migrans cutânea (bicho geográfico). O tratamento de escolha é o tiabendazol tópico ou, em casos mais extensos, albendazol ou ivermectina oral.
A Larva migrans cutânea, popularmente conhecida como 'bicho geográfico', é uma dermatose parasitária causada pela larva de ancilostomídeos de animais, principalmente o Ancylostoma braziliense. A infecção ocorre quando as larvas penetram na pele humana, geralmente em áreas expostas que entram em contato com solo ou areia contaminados por fezes de cães e gatos, como praias e caixas de areia. É uma condição comum em regiões tropicais e subtropicais. O quadro clínico é caracterizado por lesões cutâneas eritematosas, elevadas, pruriginosas e com um trajeto linear ou sinuoso que migra diariamente. O prurido é intenso e pode ser o sintoma mais incômodo. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de exposição e nas características morfológicas da lesão. A localização em nádegas após férias na praia é um cenário clássico. O tratamento visa eliminar as larvas e aliviar o prurido. O tiabendazol tópico é a primeira escolha para lesões localizadas. Para casos mais extensos ou refratários, o albendazol ou a ivermectina por via oral são opções eficazes. A educação sobre prevenção, como o uso de calçados e evitar o contato direto com areia em locais de risco, é fundamental.
Os sintomas incluem lesões cutâneas pruriginosas, avermelhadas, elevadas, com um trajeto linear ou sinuoso que avança alguns milímetros por dia, geralmente em áreas expostas à areia contaminada.
O tratamento de primeira linha é com tiabendazol tópico. Em lesões múltiplas ou extensas, pode-se usar albendazol ou ivermectina por via oral, que são mais eficazes e convenientes.
A prevenção envolve evitar o contato direto da pele com areia ou solo contaminado, especialmente em praias e parques, utilizando calçados e toalhas para sentar.
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