UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Sobre infecções do trato respiratório, digestório e urinário em crianças, assinale a alternativa INCORRETA.
Larva migrans cutânea: Tratamento de escolha inclui albendazol oral ou tiabendazol tópico; ivermectina oral para casos extensos.
Para larva migrans cutânea, o tratamento de escolha geralmente envolve albendazol oral ou tiabendazol tópico. A ivermectina oral é uma alternativa eficaz, mas é frequentemente reservada para casos mais extensos, múltiplos ou refratários, não sendo sempre a primeira escolha universal.
A larva migrans cutânea, popularmente conhecida como 'bicho geográfico', é uma parasitose causada pela penetração de larvas de ancilostomídeos de cães e gatos (principalmente Ancylostoma braziliense) na pele humana. As larvas migram na epiderme, causando lesões pruriginosas e serpiginosas, mas não conseguem completar seu ciclo de vida no hospedeiro humano. É uma condição comum em crianças que brincam em solos contaminados. O tratamento visa eliminar as larvas e aliviar o prurido. As opções terapêuticas incluem o uso de antiparasitários orais como o albendazol (geralmente 400 mg/dia por 3 a 5 dias) ou a ivermectina (dose única de 200 mcg/kg). Para lesões localizadas, o tiabendazol tópico a 5% pode ser eficaz. A ivermectina oral é uma alternativa potente, muitas vezes preferida em casos de lesões múltiplas, extensas ou refratárias a outros tratamentos. É crucial que residentes saibam diferenciar as opções de tratamento e suas indicações. Embora a ivermectina seja eficaz, nem sempre é a 'primeira escolha' universal, especialmente quando tratamentos tópicos ou albendazol oral são suficientes para casos menos complexos. O diagnóstico é clínico, e a prevenção envolve evitar o contato com solos contaminados por fezes de animais.
Os tratamentos de primeira linha incluem albendazol oral (400 mg/dia por 3-5 dias) ou tiabendazol tópico (aplicado 2-3 vezes ao dia por 5-10 dias). A escolha depende da extensão das lesões e da idade da criança.
A ivermectina oral (dose única de 200 mcg/kg) é uma opção eficaz, especialmente indicada para casos extensos, múltiplos, refratários a tratamentos tópicos ou quando há suspeita de infecção sistêmica.
Os sintomas incluem lesões eritematosas, pruriginosas e serpiginosas (em forma de túnel ou trilha) na pele, que avançam alguns milímetros por dia. As áreas mais afetadas são pés, mãos, nádegas e abdome.
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