HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Aninha de 3 anos de idade foi trazida à consulta pela sua mãe com o relato de prurido nas nádegas há mais ou menos uns 4 dias. Ao exame da doutora observou-se lesões populosas lineares, serpiginosa. Quando interrogada a mãe relatou que Aninha gosta de brincar no tanque de areia da pracinha. O diagnóstico provável é:
Criança + prurido nádegas + lesões serpiginosas + contato areia = Larva migrans cutânea.
A larva migrans cutânea, ou 'bicho geográfico', é uma dermatose parasitária comum em crianças que brincam em locais contaminados por fezes de cães e gatos. As lesões são tipicamente lineares, serpiginosas e intensamente pruriginosas, causadas pela migração da larva na epiderme.
A larva migrans cutânea, popularmente conhecida como 'bicho geográfico', é uma parasitose cutânea causada pela penetração e migração de larvas de ancilostomídeos de animais (principalmente Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum) na pele humana. É comum em regiões tropicais e subtropicais, afetando frequentemente crianças que brincam em tanques de areia, praias ou jardins contaminados por fezes de cães e gatos. Clinicamente, a doença se manifesta por lesões cutâneas lineares, elevadas, eritematosas e serpiginosas, que correspondem ao trajeto da larva na epiderme. O prurido é o sintoma mais marcante e pode ser intenso, especialmente à noite. As áreas mais afetadas são pés, nádegas, mãos e abdome. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de exposição e nas características das lesões. O tratamento é eficaz com anti-helmínticos orais, sendo o albendazol (dose única de 400 mg para adultos ou 200 mg para crianças) ou a ivermectina (dose única de 200 mcg/kg) as opções mais utilizadas. Em casos de lesões muito localizadas, pomadas com tiabendazol podem ser consideradas. A prevenção envolve evitar o contato direto com solo ou areia contaminados e a vermifugação regular de animais domésticos.
As lesões são tipicamente pápulas ou vesículas que evoluem para trilhas lineares, elevadas, eritematosas e serpiginosas, que avançam alguns milímetros por dia, acompanhadas de prurido intenso.
A transmissão ocorre pelo contato da pele com solo ou areia contaminados por larvas filariformes de ancilostomídeos de cães e gatos (principalmente Ancylostoma braziliense), que penetram ativamente na pele humana.
O tratamento de escolha é com anti-helmínticos orais, como o albendazol (dose única ou por 3-5 dias) ou ivermectina (dose única). Pomadas tópicas com tiabendazol também podem ser usadas para lesões localizadas.
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