SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Entre os diferentes tipos de doenças da pele humana causadas por organismos patogênicos, há uma dermatite decorrente da penetração de larvas, através da pele, transmitidas por fezes de cães portadores desse protozoário. Essa dermatite se caracteriza por irritação e coceira da pele, com manchas típicas que lembram mapas. O agente etiológico é o
Larva Migrans Cutânea (bicho geográfico) = dermatite pruriginosa com lesões serpiginosas, causada por larvas de Ancylostoma caninum/brasiliense.
A Larva Migrans Cutânea, popularmente conhecida como 'bicho geográfico', é uma dermatose causada pela penetração e migração de larvas de nematódeos parasitas de cães e gatos, principalmente Ancylostoma brasiliense e Ancylostoma caninum, na pele humana. Caracteriza-se por lesões eritematosas, pruriginosas e serpiginosas, que avançam diariamente, formando um trajeto linear ou em mapa.
A Larva Migrans Cutânea (LMC), popularmente conhecida como 'bicho geográfico', é uma dermatose parasitária comum em regiões tropicais e subtropicais. É causada pela penetração e migração de larvas de nematódeos parasitas de animais, principalmente Ancylostoma brasiliense e Ancylostoma caninum, na epiderme humana. A doença é de grande importância clínica devido ao intenso prurido e ao desconforto que causa, embora seja autolimitada na maioria dos casos, pois o ser humano é um hospedeiro acidental e as larvas não conseguem completar seu ciclo de vida. A fisiopatologia da LMC envolve a penetração das larvas filariformes na pele, onde elas migram na camada epidérmica, causando uma reação inflamatória local. As larvas não conseguem atravessar a membrana basal para atingir a derme e a circulação, permanecendo na epiderme. Os sintomas característicos são lesões eritematosas, elevadas, pruriginosas e serpiginosas (em forma de mapa), que avançam diariamente. O diagnóstico é clínico, baseado na morfologia das lesões e na história de exposição a solo contaminado. O tratamento da LMC é eficaz com o uso de anti-helmínticos. Albendazol e ivermectina são as opções orais mais utilizadas, enquanto o tiabendazol tópico pode ser empregado para lesões localizadas. A prevenção é fundamental e inclui evitar o contato direto da pele com solo contaminado por fezes de cães e gatos, especialmente em praias e parques, e a vermifugação regular de animais de estimação. A educação sanitária e a conscientização sobre a doença são importantes para reduzir sua incidência.
Os sintomas incluem intenso prurido (coceira), eritema e o aparecimento de lesões cutâneas elevadas, lineares ou serpiginosas (em forma de mapa), que avançam alguns milímetros ou centímetros por dia, refletindo a migração da larva na epiderme.
A transmissão ocorre quando larvas filariformes de nematódeos, presentes em solo contaminado com fezes de cães e gatos infectados, penetram ativamente na pele humana, geralmente através de contato direto com areia ou terra, como em praias ou caixas de areia.
O tratamento geralmente envolve o uso de anti-helmínticos orais como albendazol ou ivermectina, ou tópicos como tiabendazol. A escolha depende da extensão das lesões e da idade do paciente. A melhora do prurido e a interrupção da progressão das lesões são sinais de sucesso terapêutico.
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