USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Paciente chega à Unidade de Saúde da Família queixando se de lesão no braço há 5 dias. Passou pelo acolhimento e como havia vaga para consulta eventual, o paciente foi orientado a aguardar. Na consulta, o paciente referiu ao médico de família aparecimento de lesão em região posterior do braço D que vem aumentando progressivamente e o prurido se intensificando, atrapalhando o sono e suas atividades no trabalho. Diante do apresentado, qual a melhor conduta para o quadro do paciente?
Lesão cutânea pruriginosa e serpiginosa → Larva migrans cutânea = Albendazol oral.
A larva migrans cutânea, causada por larvas de ancilostomídeos de cães e gatos, manifesta-se como lesão eritematosa e pruriginosa que migra. O albendazol é o tratamento de escolha, agindo contra as larvas.
A larva migrans cutânea, popularmente conhecida como 'bicho geográfico', é uma dermatose parasitária comum, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. É causada pela penetração e migração de larvas de ancilostomídeos de animais (principalmente cães e gatos, como Ancylostoma braziliense e Ancylostoma caninum) na pele humana. A condição é importante na prática clínica devido ao seu alto índice de prurido e desconforto, impactando a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve a incapacidade das larvas de completar seu ciclo no hospedeiro humano, resultando em sua migração errática na epiderme. O diagnóstico é clínico, baseado na história de exposição (contato com solo contaminado) e na lesão característica: uma trilha eritematosa, elevada e serpiginosa que avança alguns milímetros a centímetros por dia, acompanhada de prurido intenso. É crucial suspeitar da condição em pacientes com histórico compatível e lesões pruriginosas lineares. O tratamento é simples e eficaz, sendo o albendazol oral a medicação de escolha, geralmente administrado em dose única ou por um curto período. Outras opções incluem ivermectina ou tiabendazol tópico. O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, levando à resolução completa dos sintomas e lesões. A prevenção envolve evitar o contato direto da pele com solo contaminado, especialmente em praias e caixas de areia.
Caracteriza-se por lesões eritematosas, elevadas e serpiginosas na pele, acompanhadas de prurido intenso, que pode piorar à noite e atrapalhar as atividades diárias.
O tratamento de escolha é o albendazol oral, geralmente em dose única ou por poucos dias, que é eficaz contra as larvas migratórias.
A infecção ocorre pelo contato da pele com solo contaminado por fezes de cães e gatos parasitados por Ancylostoma braziliense ou Ancylostoma caninum.
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