Vassouras - Hospital Universitário de Vassouras (RJ) — Prova 2016
Escolar de 10 anos de idade, com história de tosse arrastada há mais de 3 semanas, acompanhada de cefaleia e mal-estar, além de rouquidão. Mãe não sabe afirmar se houve febre. Ao exame físico, foi notado sibilância. O irmão de 14 anos apresentou quadro semelhante há 4 semanas atrás, fez uso de amoxicilina, porém sem resposta. Em relação ao quadro acima, qual seria a principal hipótese diagnóstica?
Escolar com tosse arrastada, rouquidão e sibilância, sem resposta a amoxicilina → Sugere etiologia viral ou atípica.
Em escolares, tosse prolongada com sintomas de via aérea superior (rouquidão) e inferior (sibilância), especialmente sem febre clara e refratária a beta-lactâmicos, aponta para etiologias virais ou atípicas como Mycoplasma, que são comuns nessa faixa etária.
A laringotraqueobronquite viral, embora classicamente associada a crianças menores com estridor e tosse ladrante (croup), pode apresentar-se em escolares com um quadro mais arrastado, incluindo rouquidão, tosse e sibilância, refletindo o acometimento de laringe, traqueia e brônquios. A ausência de febre ou febre baixa e a falta de resposta a antibióticos comuns, como a amoxicilina, são pistas importantes para a etiologia viral. O diagnóstico diferencial em escolares com tosse prolongada e sibilância é amplo, incluindo asma, rinite alérgica, sinusopatia e infecções por patógenos atípicos como Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae. A história de contato com caso semelhante na família reforça a etiologia infecciosa e a transmissão. A sibilância pode indicar broncoespasmo secundário à inflamação viral. O tratamento da laringotraqueobronquite viral é de suporte, com foco no alívio dos sintomas. Corticosteroides (oral ou inalatório) e broncodilatadores podem ser úteis para a sibilância. É crucial evitar o uso desnecessário de antibióticos, que não são eficazes contra vírus e contribuem para a resistência antimicrobiana. A melhora é geralmente espontânea, mas o acompanhamento é importante para descartar outras causas.
Em escolares, a laringotraqueobronquite viral pode manifestar-se com tosse arrastada, rouquidão, mal-estar, cefaleia e sibilância. A febre pode ser ausente ou baixa, e o quadro geralmente não responde a antibióticos comuns.
A diferenciação pode ser desafiadora. A laringotraqueobronquite viral tende a ter mais rouquidão e sibilância, enquanto a pneumonia atípica (por Mycoplasma) pode apresentar tosse mais seca e persistente, com achados radiográficos. A falta de resposta a amoxicilina é comum em ambos.
A conduta inicial envolve avaliação clínica detalhada para identificar a etiologia. Se houver suspeita viral, o tratamento é de suporte, com hidratação e, se necessário, broncodilatadores para a sibilância. Antibióticos devem ser evitados se a etiologia bacteriana não for clara.
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