IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
A obstrução infecciosa das vias aéreas superiores caracteriza-se clinicamente por estridor respiratório, e o estridor pode ser auscultado em qualquer fase da respiração. A abordagem terapêutica está fundamentada na avaliação clínica, e os exames subsidiários têm pouca importância e não devem retardar o tratamento. Não obstrução infecciosa das vias aéreas superiores, é correto afirmar que:
Laringotraqueobronquite = Crupe viral → causa mais comum de estridor em crianças.
A laringotraqueobronquite, ou crupe viral, é a etiologia mais frequente de estridor em crianças, geralmente causada por vírus parainfluenza. Caracteriza-se por tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório, com manejo focado em dexametasona e epinefrina nebulizada em casos moderados a graves.
A laringotraqueobronquite aguda, mais conhecida como crupe viral, é a causa mais comum de obstrução das vias aéreas superiores em crianças, sendo responsável por aproximadamente 90% dos casos de estridor. Geralmente afeta crianças entre 6 meses e 3 anos de idade, com pico de incidência no segundo ano de vida, e é mais prevalente nos meses de outono e inverno. A etiologia mais comum são os vírus parainfluenza (tipos 1, 2 e 3), mas outros vírus respiratórios como o vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus e influenza também podem causar a síndrome. A fisiopatologia envolve a inflamação e edema da laringe, traqueia e brônquios, resultando em estreitamento da via aérea subglótica. Clinicamente, manifesta-se por rouquidão, tosse ladrante característica e estridor inspiratório, que pode piorar com o choro ou agitação. O diagnóstico é essencialmente clínico, e exames subsidiários como radiografias de pescoço (sinal da torre ou ponta de lápis) são úteis, mas não devem atrasar o tratamento em casos de desconforto respiratório significativo. A avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta. O tratamento visa reduzir o edema e aliviar a obstrução. A dexametasona, um corticosteroide, é a pedra angular do tratamento, administrada em dose única oral ou intramuscular. Para casos moderados a graves, a epinefrina racêmica nebulizada pode proporcionar alívio rápido e temporário do estridor. A umidificação do ar e a hidratação são medidas de suporte importantes. A maioria dos casos tem bom prognóstico e pode ser manejada ambulatorialmente, mas a observação hospitalar é indicada para pacientes com desconforto respiratório persistente ou que necessitam de múltiplas doses de epinefrina.
Os sinais clássicos incluem tosse ladrante (semelhante a um latido de foca), rouquidão e estridor inspiratório. Pode haver graus variados de desconforto respiratório.
O tratamento inicial envolve dexametasona oral ou intramuscular para reduzir o edema das vias aéreas. Em casos moderados a graves, epinefrina nebulizada pode ser utilizada para alívio rápido do estridor.
A laringotraqueobronquite tem início gradual, tosse ladrante e estridor inspiratório. A epiglotite é de início súbito, com disfagia intensa, sialorreia, febre alta e postura em tripé, sem tosse ladrante, sendo uma emergência com risco de vida.
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