UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Menino de 2 anos, previamente saudável, é levado ao pronto atendimento com quadro de tosse seca, rouquidão e dispneia de início súbito durante a madrugada. Os pais relatam que ele estava com coriza e febre baixa no dia anterior, mas manteve bom estado geral, boa aceitação da dieta e estava bastante ativo. Ao exame físico, apresenta estridor inspiratório, tiragem subcostal leve e tosse metálica, "de cachorro". Está eupneico em repouso e mantém boa saturação em ar ambiente. O agente etiológico mais comumente associado a esse quadro é:
Crupe viral (Parainfluenza) → Estridor inspiratório + Tosse metálica + Rouquidão.
A laringotraqueobronquite aguda é a causa mais comum de obstrução de via aérea superior em crianças, sendo o Parainfluenza o principal agente etiológico.
A laringotraqueobronquite aguda, ou crupe, é caracterizada pela inflamação da região subglótica da laringe. O quadro clínico clássico envolve a tríade de tosse metálica (tosse de cachorro), rouquidão e estridor inspiratório, frequentemente precedido por sintomas de vias aéreas superiores como coriza e febre baixa. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na apresentação e na faixa etária do paciente. O vírus parainfluenza tipo 1 é o patógeno mais frequente, seguido pelos tipos 2 e 3. O manejo depende da gravidade: casos leves recebem corticoterapia oral, enquanto casos com desconforto respiratório ou estridor em repouso exigem observação hospitalar, oxigenioterapia se necessário e nebulização com adrenalina para redução rápida do edema. O sinal da torre no raio-x de cervical pode auxiliar, mas não é obrigatório para o diagnóstico.
O vírus parainfluenza (especialmente tipos 1 e 2) é responsável pela maioria dos casos de laringotraqueobronquite aguda em crianças de 6 meses a 3 anos, ocorrendo tipicamente no outono e inverno.
O crupe apresenta pródromo viral, tosse metálica e evolução gradual; a epiglotite é uma emergência bacteriana súbita, com febre alta, sialorreia e posição de tripé, geralmente sem tosse.
O tratamento baseia-se em corticoterapia (Dexametasona dose única) para reduzir a inflamação e, se houver estridor em repouso, nebulização com adrenalina para vasoconstrição e redução do edema de mucosa.
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