Laringotraqueobronquite: Etiologia Viral e Manejo Essencial

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023

Enunciado

A laringotraqueobronquite é a causa mais comum de obstrução de vias aéreas superiores em crianças, respondendo por 90% dos casos de estridor. Na laringotraqueobronquite é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A etiologia bacteriana é a mais comum, sendo os principais agentes o pneumococo e o Haemophylus.
  2. B) Acomete principalmente crianças com menos de um ano de idade, com predomínio do sexo feminino (3 vezes mais comum no sexo feminino).
  3. C) Quando a etiologia é viral, os principais agentes são os vírus parainfluenza (tipos 1, 2 e 3), influenza A e B e vírus respiratório sincicial.
  4. D) A etiologia viral é a mais comum, sendo os principais agentes os vírus adenovírus, pneumovírus e rinovírus.

Pérola Clínica

Crupe viral: etiologia mais comum é Parainfluenza (tipos 1, 2, 3), Influenza A/B e VSR.

Resumo-Chave

A laringotraqueobronquite, ou crupe, é predominantemente de etiologia viral, sendo os vírus parainfluenza os mais frequentes, seguidos por influenza e VSR. É crucial reconhecer a causa viral para evitar o uso desnecessário de antibióticos e focar no tratamento de suporte.

Contexto Educacional

A laringotraqueobronquite, comumente conhecida como crupe, é a causa mais frequente de obstrução de vias aéreas superiores em crianças, sendo responsável por até 90% dos casos de estridor. É uma condição inflamatória aguda da laringe, traqueia e brônquios, que afeta principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade, com leve predomínio no sexo masculino. Sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico rápido para diferenciar de outras causas de estridor e iniciar o manejo adequado. A fisiopatologia do crupe envolve a inflamação e edema da mucosa subglótica, resultando em estreitamento da via aérea e manifestações como tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório. A etiologia é predominantemente viral, sendo os vírus parainfluenza (tipos 1, 2 e 3) os mais comuns, seguidos pelos vírus influenza A e B e o vírus sincicial respiratório (VSR). O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos e na ausência de sinais de toxicidade sistêmica que sugeririam uma causa bacteriana. O tratamento do crupe é primariamente de suporte, visando aliviar a obstrução das vias aéreas. Inclui hidratação, umidificação do ar e, em casos moderados a graves, a administração de corticosteroides (geralmente dexametasona oral ou intramuscular) para reduzir o edema, e epinefrina nebulizada para vasoconstrição e alívio temporário da obstrução. Antibióticos não são indicados, a menos que haja suspeita de infecção bacteriana secundária, o que é raro. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das crianças se recuperando completamente em poucos dias.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da laringotraqueobronquite?

Os principais agentes etiológicos da laringotraqueobronquite são virais, com destaque para os vírus parainfluenza (tipos 1, 2 e 3), influenza A e B, e o vírus sincicial respiratório (VSR).

Como diferenciar a laringotraqueobronquite de outras causas de estridor em crianças?

A laringotraqueobronquite geralmente apresenta início gradual com pródromos virais, tosse ladrante e estridor inspiratório. Outras causas, como epiglotite bacteriana, têm início mais abrupto e toxicidade sistêmica, exigindo avaliação cuidadosa.

Qual a conduta inicial para uma criança com laringotraqueobronquite?

A conduta inicial envolve medidas de suporte, como hidratação, umidificação do ar e, em casos moderados a graves, corticosteroides (dexametasona) e epinefrina nebulizada para alívio da obstrução das vias aéreas.

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