HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
No caso de intubação endotraqueal, sabe-se que a escolha da lâmina do laringoscópio interfere na facilidade do procedimento, assim como há alguns marcos anatômicos e situações específicas que auxiliam na escolha do número de lâmina ou mesmo entre curva e reta. Neste contexto, escolha a alternativa mais adequada.
Lâmina reta (Miller) para < 2 anos (epiglote longa); lâmina curva (Macintosh) para adultos (valécula).
A escolha da lâmina do laringoscópio depende da anatomia da via aérea e da idade do paciente. Em adultos, a avaliação da via aérea, incluindo a distância tireomentoniana, auxilia na predição de dificuldade e na escolha do equipamento.
A laringoscopia e a intubação endotraqueal são procedimentos cruciais na medicina de emergência e anestesiologia. A escolha correta da lâmina do laringoscópio é fundamental para o sucesso do procedimento e para a segurança do paciente, minimizando traumas e otimizando a visualização da via aérea. A fisiopatologia da via aérea difere significativamente entre adultos e crianças. Em lactentes e crianças pequenas, a epiglote é proporcionalmente maior, mais flácida e mais anterior, e a laringe é mais cefálica. Em adultos, marcos anatômicos como a distância tireomentoniana e a abertura da boca são usados para prever a dificuldade de intubação. As lâminas curvas (Macintosh) são projetadas para se encaixar na valécula, levantando a epiglote indiretamente, sendo ideais para adultos. As lâminas retas (Miller) levantam a epiglote diretamente, sendo preferidas em crianças pequenas. Em pacientes com trauma cervical, a lâmina curva pode ser vantajosa por exigir menor extensão cervical, embora a técnica de intubação com menor movimentação seja primordial.
As lâminas de laringoscópio são classificadas em retas (Miller) e curvas (Macintosh). As retas são preferidas em lactentes e crianças pequenas para levantar diretamente a epiglote, enquanto as curvas são usadas em adultos para levantar a valécula indiretamente.
Em crianças pequenas, a epiglote é mais longa, flácida e anteriorizada. A lâmina reta (Miller) permite levantar a epiglote diretamente, proporcionando melhor visualização das cordas vocais, o que é mais difícil com a lâmina curva.
Em adultos, a avaliação da via aérea inclui a distância tireomentoniana e a classificação de Mallampati, que predizem a dificuldade de intubação. Essas avaliações auxiliam na escolha do tamanho e tipo de lâmina, bem como na preparação para uma via aérea difícil.
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