HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Lactente de 40 dias apresenta estridor inspiratório associado a tiragem intercostal. Esse quadro teve início a partir do 3º dia de vida, com leve progressão. Apresenta dificuldade nas mamadas, com algumas interrupções, sem cianose e com ganho pôndero-estatural adequado. A conduta inicial e o diagnóstico, respectivamente, são:
Lactente com estridor inspiratório desde o nascimento, piora ao choro/mamada, melhora ao decúbito ventral = Laringomalácia. Diagnóstico: Nasofibrolaringoscopia.
A laringomalácia é a causa mais comum de estridor congênito, caracterizada por flacidez supraglótica que colapsa durante a inspiração. O quadro típico é estridor inspiratório que piora com agitação, choro ou mamada, mas geralmente melhora em decúbito ventral. O diagnóstico definitivo é feito por nasofibrolaringoscopia, que permite visualizar a flacidez da epiglote e das aritenoides.
O estridor inspiratório em lactentes é um sinal de obstrução das vias aéreas superiores e requer investigação cuidadosa. A laringomalácia é a causa congênita mais frequente, representando cerca de 60% dos casos de estridor em recém-nascidos e lactentes. É uma condição benigna na maioria das vezes, resultante da imaturidade ou flacidez das estruturas supraglóticas, que colapsam durante a inspiração, gerando o som característico. O diagnóstico da laringomalácia é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. O estridor geralmente se inicia nos primeiros dias ou semanas de vida, piora com o esforço e melhora com o repouso ou em posições específicas. A nasofibrolaringoscopia flexível é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, permitindo a visualização direta da flacidez da epiglote e das aritenoides. É fundamental diferenciar a laringomalácia de outras causas de estridor, como estenose subglótica, anéis vasculares ou paralisia de cordas vocais, que podem ter manejo e prognóstico distintos. O tratamento da laringomalácia é conservador na maioria dos casos, com acompanhamento clínico e orientações aos pais sobre posicionamento e alimentação. A condição tende a melhorar espontaneamente à medida que a criança cresce e as estruturas laríngeas amadurecem. A intervenção cirúrgica, como a supraglottoplastia, é reservada para os casos mais graves, que apresentam comprometimento respiratório significativo, dificuldade de alimentação com falha no ganho de peso ou episódios de cianose e apneia.
A laringomalácia manifesta-se principalmente por estridor inspiratório, que geralmente começa nas primeiras semanas de vida. O estridor pode piorar com o choro, agitação, mamada ou em decúbito dorsal, e melhorar em decúbito ventral. Em casos graves, pode haver dificuldade para mamar, engasgos e, raramente, cianose.
A conduta inicial é a avaliação clínica para determinar a gravidade dos sintomas. Se o ganho pondero-estatural for adequado e não houver sinais de desconforto respiratório grave ou cianose, o manejo é conservador. O diagnóstico definitivo é feito por nasofibrolaringoscopia.
A maioria dos casos de laringomalácia é leve e se resolve espontaneamente até os 18-24 meses de idade. A intervenção cirúrgica (supraglottoplastia) é indicada apenas em casos graves, com comprometimento da via aérea, dificuldade respiratória significativa, cianose, falha no ganho de peso ou episódios de apneia.
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