HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022
Lactente de 60 dias, apresenta estridor inspiratório, associado a tiragens sub e intercostais. Quadro iniciou a partir do 8º dia, com leve progressão. Observam-se dificuldades nas mamadas, com algumas interrupções, sem cianose e o ganho pôndero-estatural está adequado. De acordo com o quadro clínico o diagnóstico epidemiologicamente mais provável é:
Laringomalácia: estridor inspiratório em lactente jovem, piora com esforço, melhora com decúbito ventral, ganho ponderal adequado.
A laringomalácia é a causa mais comum de estridor congênito, manifestando-se nos primeiros dias/semanas de vida. Caracteriza-se por estridor inspiratório que piora com choro, alimentação ou decúbito dorsal, mas geralmente não cursa com cianose ou comprometimento do ganho ponderal em casos leves a moderados.
A laringomalácia é a anomalia congênita da laringe mais comum, sendo a principal causa de estridor inspiratório em lactentes. Caracteriza-se por uma flacidez das estruturas supraglóticas, como a epiglote e as pregas aritenoepiglóticas, que colabam durante a inspiração, obstruindo parcialmente a via aérea. O quadro clínico geralmente se inicia por volta da segunda semana de vida, com estridor inspiratório que pode ser intermitente e piorar com o esforço, choro ou alimentação. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A laringoscopia flexível é o exame padrão-ouro para confirmar a laringomalácia e excluir outras causas de estridor. É crucial diferenciar a laringomalácia de condições mais graves, como estenose subglótica, paralisia de cordas vocais ou hemangiomas, que podem exigir intervenção imediata. A ausência de cianose e o bom ganho ponderal são indicativos de um quadro leve a moderado. Na maioria dos casos, a laringomalácia é autolimitada e resolve espontaneamente até os dois anos de idade, sem necessidade de intervenção cirúrgica. O manejo é conservador, com orientação aos pais e monitoramento do desenvolvimento pondero-estatural e respiratório. A intervenção cirúrgica (supraglotoplastia) é reservada para casos graves com comprometimento do crescimento, apneia, cianose ou desconforto respiratório significativo.
A laringomalácia manifesta-se principalmente por estridor inspiratório, que geralmente começa nas primeiras semanas de vida. Pode piorar com choro, alimentação, agitação ou decúbito dorsal, e frequentemente melhora em decúbito ventral. Tiragens sub e intercostais podem estar presentes, mas o ganho ponderal costuma ser adequado.
O diagnóstico definitivo da laringomalácia é realizado por laringoscopia flexível ou rígida. Este exame permite visualizar a flacidez das estruturas supraglóticas (epiglote, aritenoides) que colabam durante a inspiração, causando o estridor.
A laringomalácia é geralmente uma condição benigna e autolimitada, com resolução espontânea na maioria dos casos até os 12-24 meses de idade. O tratamento é conservador, com monitoramento e medidas de suporte. Em casos graves com comprometimento respiratório ou nutricional, a cirurgia (supraglotoplastia) pode ser indicada.
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