Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Lactente de 2 meses vem apresentando desde a segunda semana de vida estridor inspiratório, com piora progressiva, sem cianose e com ganho ponderal satisfatório. Qual o diagnóstico mais provável?
Lactente com estridor inspiratório desde 2ª semana, piora progressiva, sem cianose e bom ganho ponderal → Laringomalácia.
A laringomalácia é a causa mais comum de estridor congênito, manifestando-se nas primeiras semanas de vida com estridor inspiratório que piora com choro ou alimentação, mas geralmente sem cianose ou comprometimento do ganho ponderal, indicando um curso benigno na maioria dos casos.
A laringomalácia é a anomalia congênita mais comum da laringe e a principal causa de estridor congênito em lactentes. Caracteriza-se por um amolecimento das estruturas supraglóticas (epiglote, aritenoides), que colapsam durante a inspiração, obstruindo parcialmente a via aérea e gerando o som característico do estridor inspiratório. Geralmente, os sintomas iniciam-se nas primeiras duas semanas de vida e podem piorar progressivamente até os 6-8 meses de idade. O quadro clínico típico inclui estridor inspiratório que se intensifica com o choro, agitação, alimentação ou decúbito dorsal. No entanto, a maioria dos lactentes com laringomalácia apresenta bom estado geral, sem cianose, apneia ou dificuldade de ganho ponderal, o que indica um curso benigno e autolimitado, com resolução espontânea em 90% dos casos até os 18-24 meses. O diagnóstico é confirmado por laringoscopia flexível. Para residentes, é crucial diferenciar a laringomalácia de outras causas de estridor, algumas delas mais graves. A ausência de cianose e o ganho ponderal satisfatório são pistas importantes para o diagnóstico de laringomalácia benigna. O manejo é conservador na maioria dos casos, com orientação aos pais e acompanhamento. A intervenção cirúrgica (supraglottoplastia) é reservada para os casos mais severos que cursam com comprometimento respiratório, apneia ou falha de crescimento.
A laringomalácia se manifesta com estridor inspiratório, geralmente presente desde as primeiras semanas de vida, que piora com agitação, choro ou alimentação, mas sem cianose ou comprometimento do desenvolvimento.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e confirmado por laringoscopia flexível, que revela o colapso das estruturas supraglóticas durante a inspiração.
A maioria dos casos é benigna e se resolve espontaneamente. Intervenção cirúrgica (supraglottoplastia) é indicada apenas em casos graves com comprometimento respiratório significativo, cianose, apneia ou falha de crescimento.
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