FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Lactente de 45 dias foi levado a Unidade de Pronto Atendimento por apresentar, há um mês, estridor inspiratório que piora com o decúbito dorsal e se exacerba durante o choro ou alimentação. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Estridor inspiratório em lactente, piora decúbito dorsal/choro/alimentação → Laringomalácia.
A laringomalácia é a causa mais comum de estridor congênito em lactentes, caracterizada por flacidez supraglótica que colaba durante a inspiração. O estridor é tipicamente inspiratório, de intensidade variável, e piora em situações que aumentam o fluxo de ar ou a pressão negativa, como decúbito dorsal, choro ou alimentação.
A laringomalácia é a anomalia congênita mais comum da laringe e a principal causa de estridor congênito em lactentes. Caracteriza-se por uma flacidez das estruturas supraglóticas (epiglote, pregas ariepiglóticas e aritenoides) que colabam medialmente durante a inspiração, obstruindo parcialmente a via aérea superior e gerando o som do estridor. Geralmente, os sintomas se iniciam nas primeiras semanas de vida. O estridor na laringomalácia é tipicamente inspiratório, de tonalidade grave e variável. Ele classicamente piora em situações que aumentam o fluxo de ar ou a pressão negativa na via aérea, como o choro, a agitação, a alimentação e, notavelmente, o decúbito dorsal. Em contraste, o estridor tende a melhorar quando o lactente está em decúbito ventral ou em repouso. A maioria dos casos é leve e autolimitada, com resolução espontânea até os 12-24 meses de idade. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e confirmado por laringoscopia flexível, que permite visualizar o colabamento das estruturas supraglóticas. O manejo é conservador na maioria dos casos, com monitoramento do ganho ponderal e da dificuldade respiratória. A intervenção cirúrgica (supraglottoplastia) é reservada para casos graves com falha de crescimento, apneia obstrutiva do sono, cianose ou dificuldade respiratória severa que não melhora com o tempo.
O sinal clássico é o estridor inspiratório, que geralmente começa nas primeiras semanas de vida, piora com o choro, agitação, alimentação e decúbito dorsal, e melhora com o decúbito ventral ou em repouso.
O diagnóstico definitivo é realizado por laringoscopia flexível, que revela a flacidez das estruturas supraglóticas (epiglote em ômega, aritenoides proeminentes) que colabam durante a inspiração.
A laringomalácia é geralmente uma condição benigna e autolimitada, com resolução espontânea em 90% dos casos até os 12-24 meses de idade. A intervenção cirúrgica (supraglottoplastia) é necessária apenas em casos graves com comprometimento do ganho ponderal, apneia, cianose ou dificuldade respiratória significativa.
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