Laringite Viral (Crupe): Diagnóstico e Sinais em Lactentes

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Lactente do sexo masculino, com 18 meses de idade e história de tosse e coriza há 3 dias evoluindo com rouquidão e “barulho” ao respirar, segundo a mãe, quando chora e se agita. No exame físico encontra-se em bom estado geral, acianótico, sat O2 96% em ar ambiente, Glasgow 15, leve estridor inspiratório durante o repouso com evidente piora durante choro, MV + bilateral simétrico com alguns raros sibilos, leve retração subdiafragmática e restante do exame físico sem alterações.Diante do quadro, qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Epiglotite.
  2. B) Laringite viral.
  3. C) Bronquiolite.
  4. D) Laringite espasmódica.
  5. E) Laringomalácia associada à infecção viral de vias aéreas superiores.

Pérola Clínica

Lactente com tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório pós-IVAS → Laringite viral (Croup).

Resumo-Chave

A laringite viral, ou crupe, é uma causa comum de obstrução das vias aéreas superiores em lactentes e crianças pequenas, caracterizada pela tríade de tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório. Geralmente, é precedida por sintomas de infecção de vias aéreas superiores e piora com agitação.

Contexto Educacional

A laringite viral, também conhecida como crupe, é uma das causas mais comuns de obstrução das vias aéreas superiores em crianças, afetando principalmente lactentes e pré-escolares (6 meses a 3 anos). É geralmente causada por vírus parainfluenza, mas outros vírus respiratórios também podem estar envolvidos. A doença é caracterizada por um quadro de tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório, que tipicamente piora à noite e com a agitação da criança. A incidência é maior nos meses de outono e inverno. O diagnóstico da laringite viral é primariamente clínico, baseado na história e no exame físico. A criança geralmente apresenta pródromos de infecção de vias aéreas superiores (coriza, febre baixa) por alguns dias antes do início dos sintomas laríngeos. O estridor inspiratório é resultado do edema e inflamação da região subglótica, que é a área mais estreita da laringe infantil. É crucial diferenciar a laringite viral de outras causas de estridor, como epiglotite (emergência grave), corpo estranho e laringite espasmódica, que possuem abordagens terapêuticas distintas. O tratamento da laringite viral varia conforme a gravidade. Casos leves podem ser manejados em casa com hidratação e umidificação do ar. Casos moderados a graves requerem corticoide (dexametasona oral ou intramuscular) e, em situações de estridor significativo, nebulização com adrenalina. A monitorização da saturação de oxigênio e do grau de desconforto respiratório é fundamental. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das crianças se recuperando completamente em poucos dias, mas é importante orientar os pais sobre os sinais de alerta para retorno ao pronto-socorro.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da laringite viral (crupe) em lactentes?

Os sinais clássicos incluem tosse ladrante (semelhante a latido de foca), rouquidão e estridor inspiratório, que piora com o choro ou agitação. Geralmente, é precedida por sintomas de infecção de vias aéreas superiores, como coriza e febre baixa.

Como diferenciar a laringite viral de outras causas de estridor em crianças?

A laringite viral se diferencia pela tosse ladrante e pródromos de IVAS. A epiglotite apresenta início súbito, febre alta, disfagia, sialorreia e ausência de tosse ladrante. A bronquiolite cursa com sibilância e desconforto respiratório baixo, sem estridor proeminente. A laringite espasmódica tem início abrupto noturno, sem pródromos febris, e melhora rápida.

Qual a fisiopatologia da laringite viral e por que causa estridor?

A laringite viral é causada principalmente por vírus parainfluenza. A infecção leva à inflamação e edema da região subglótica da laringe, que é a parte mais estreita das vias aéreas em crianças. Esse estreitamento causa a obstrução ao fluxo de ar, resultando no estridor inspiratório característico.

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