ENARE/ENAMED — Prova 2022
Menina de 2 anos é levada à emergência com tosse intensa e ladrante, rouquidão e estridor inspiratório discreto. Nos dias precedentes à piora da tosse, tinha rinorreia clara, febre baixa e tosse leve. Não apresenta sinais de desconforto respiratório no momento. Qual, das opções a seguir, é a conduta mais adequada para essa paciente?
Crupe (laringite viral) com estridor → corticosteroide (Dexametasona oral/IM) é a conduta mais adequada, mesmo em casos leves.
A laringite viral (crupe) é uma condição comum em crianças pequenas, caracterizada por tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório. Mesmo em casos leves, a administração de corticosteroides (como Dexametasona) é a conduta mais eficaz para reduzir o edema das vias aéreas e prevenir a progressão dos sintomas.
A laringite viral, comumente conhecida como crupe, é uma das causas mais frequentes de obstrução das vias aéreas superiores em crianças pequenas, geralmente entre 6 meses e 3 anos de idade. Sua epidemiologia mostra maior incidência nos meses de outono e inverno, e a importância clínica reside na necessidade de reconhecimento rápido e tratamento adequado para prevenir a progressão da obstrução respiratória. A fisiopatologia do crupe envolve a inflamação e edema da laringe, traqueia e brônquios principais, geralmente causada por vírus parainfluenza. Isso leva ao estreitamento da via aérea subglótica, resultando na tosse ladrante característica, rouquidão e estridor inspiratório. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de pródromos virais (rinorreia, febre baixa, tosse leve) seguidos pelos sintomas obstrutivos. A gravidade pode variar de leve a grave, sendo o estridor em repouso um sinal de maior preocupação. É crucial diferenciar de outras causas de estridor, como epiglotite ou corpo estranho, embora a apresentação clínica seja geralmente distinta. O tratamento visa reduzir o edema das vias aéreas. A pedra angular do manejo é a administração de corticosteroides, como a Dexametasona (oral ou intramuscular), que demonstrou eficácia em reduzir a gravidade e a duração dos sintomas, mesmo em casos leves. A nebulização com epinefrina racêmica pode ser utilizada em casos moderados a graves para alívio rápido da obstrução. O oxigênio suplementar é indicado se houver hipoxemia. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a observação cuidadosa é fundamental, especialmente nas primeiras horas após o início dos sintomas. Residentes devem estar atentos aos sinais de desconforto respiratório progressivo e à necessidade de reavaliação contínua.
Os sintomas clássicos incluem tosse "ladrante" ou "de cachorro", rouquidão e estridor inspiratório, que pode ser discreto ou grave, dependendo do grau de obstrução das vias aéreas superiores.
A principal conduta farmacológica é a administração de corticosteroides, como a Dexametasona (oral ou intramuscular), que reduz o edema da mucosa laríngea e alivia a obstrução das vias aéreas.
A radiografia cervical lateral geralmente não é necessária para o diagnóstico de crupe, que é clínico. Ela pode ser considerada em casos atípicos, graves ou quando há suspeita de outras causas de obstrução, como epiglotite ou corpo estranho.
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