Laringite Viral (Crupe) Grave: Manejo e Conduta

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020

Enunciado

Menina, 1 ano e 6 meses de idade, sem comorbidades, apresenta quadro de tosse, coriza e febre de até 38,7oC há 3 dias. Hoje a tosse se tornou mais intensa, principalmente no período noturno, associado a desconforto respiratório. Ao exame, criança em regular estado geral, com ausculta pulmonar com estridor inspiratório audível sem estetoscópio, com tiragem de fúrcula e batimento de asa nasal, sem outras tiragens, frequência respiratória de 58 ipm e Sat O2 87% em ar ambiente. Sem outras alterações significativas ao exame clínico. Qual é a conduta neste momento?

Alternativas

  1. A) Expansão volêmica e ceftriaxone parenteral.
  2. B) Prednisolona oral e inalação com fenoterol e ipatrópio.
  3. C) Sulfato de magnésio e terbutalina endovenosas.
  4. D) Inalação com solução hipertônica e fisioterapia respiratória.
  5. E) Dexametasona parenteral e inalação com epinefrina.

Pérola Clínica

Crupe grave (estridor em repouso, SatO2 <92%) → Dexametasona + Epinefrina inalatória.

Resumo-Chave

A laringite viral grave, caracterizada por estridor em repouso e sinais de desconforto respiratório significativo, exige intervenção imediata com corticosteroides sistêmicos (dexametasona) para reduzir o edema da via aérea e epinefrina inalatória para vasoconstrição e alívio rápido do estridor.

Contexto Educacional

A laringite viral aguda, ou crupe, é uma infecção comum das vias aéreas superiores em crianças, geralmente causada por vírus parainfluenza. Caracteriza-se por tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório. É crucial para residentes reconhecer a gravidade do quadro para instituir o tratamento adequado e evitar complicações respiratórias. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico. A gravidade é avaliada pela presença de estridor em repouso, tiragens, batimento de asa nasal e, principalmente, pela saturação de oxigênio. A fisiopatologia envolve edema da região subglótica, levando à obstrução da via aérea. O tratamento da laringite grave inclui corticosteroides sistêmicos (dexametasona) para reduzir a inflamação e o edema, e epinefrina inalatória para vasoconstrição rápida e alívio sintomático. A oxigenoterapia é indicada se a saturação estiver baixa. A observação após a epinefrina é fundamental devido ao risco de rebote.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade da laringite viral em crianças?

Os sinais de gravidade incluem estridor em repouso, tiragem de fúrcula, batimento de asa nasal, cianose, letargia e saturação de oxigênio abaixo de 92% em ar ambiente.

Qual a conduta inicial para laringite viral grave?

A conduta inicial para laringite viral grave envolve a administração de dexametasona parenteral (ou oral) para reduzir o edema e epinefrina inalatória para vasoconstrição rápida da via aérea.

Por que a epinefrina inalatória é usada na laringite viral?

A epinefrina inalatória causa vasoconstrição na mucosa da laringe, reduzindo o edema subglótico e aliviando temporariamente o estridor e o desconforto respiratório, sendo um tratamento de resgate.

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