Laringite Viral Aguda (Crupe): Diagnóstico e Manejo

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Um lactente com 2 anos, previamente hígido, com história de um dia de febre, tosse e coriza, é atendido no pronto-socorro. A mãe conta que, desde a madrugada, ele apresenta obstrução nasal, sono agitado e cansaço. Ao exame de entrada, mostra-se em bom estado geral, corado, acianótico, agitado; à ausculta pulmonar, são notados murmúrios vesiculares diminuídos e simétricos, tiragem de fúrcula moderada e estridor leve ao repouso.Com base na principal hipótese diagnóstica para esse quadro clínico, a conduta mais adequada no momento é indicar

Alternativas

  1. A) salmeterol inalatório e claritromicina.
  2. B) salbutamol inalatório e metilprednisolona.
  3. C) dexametasona e nebulização com epinefrina.
  4. D) prednisolona e nebulização com soro fisiológico.

Pérola Clínica

Lactente com estridor inspiratório + tiragem de fúrcula → Laringite viral aguda (Crupe). Conduta: Dexametasona + Epinefrina nebulizada.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre, tosse, coriza, estridor inspiratório e tiragem de fúrcula em um lactente é altamente sugestivo de laringite viral aguda (crupe). A conduta inicial para casos moderados a graves inclui a administração de dexametasona (corticoide sistêmico para reduzir o edema da via aérea) e nebulização com epinefrina (vasoconstrição local para alívio rápido da obstrução).

Contexto Educacional

A laringite viral aguda, comumente conhecida como crupe, é uma causa frequente de obstrução das vias aéreas superiores em crianças, principalmente entre 6 meses e 3 anos de idade. Geralmente é causada por vírus parainfluenza e se manifesta com tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório. A importância clínica reside na potencial gravidade da obstrução respiratória. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na tríade clássica de tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório, frequentemente precedida por sintomas de infecção de vias aéreas superiores. O estridor em repouso e a presença de tiragem de fúrcula indicam um quadro mais grave. A avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta, utilizando escalas como a de Westley. O tratamento visa reduzir o edema da laringe e aliviar a obstrução. Corticoides sistêmicos, como a dexametasona (dose única), são a pedra angular do tratamento, enquanto a epinefrina nebulizada é indicada para casos moderados a graves, proporcionando alívio rápido dos sintomas pela vasoconstrição local. A hidratação e o suporte respiratório são medidas complementares importantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da laringite viral aguda em crianças?

A laringite viral aguda, ou crupe, manifesta-se tipicamente com tosse ladrante ("tosse de cachorro"), rouquidão, estridor inspiratório (ruído agudo ao inspirar) e desconforto respiratório, como tiragem de fúrcula.

Qual a conduta inicial para um lactente com laringite viral e estridor?

A conduta inicial para laringite com estridor e desconforto respiratório inclui a administração de dexametasona oral ou intramuscular para reduzir o edema das vias aéreas e, em casos moderados a graves, nebulização com epinefrina para vasoconstrição rápida.

Por que a epinefrina nebulizada é utilizada no tratamento da laringite?

A epinefrina nebulizada atua como um vasoconstritor potente na mucosa da laringe, reduzindo o edema e aliviando rapidamente a obstrução das vias aéreas superiores, o que melhora o estridor e o desconforto respiratório.

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