FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Menino, 1 ano e 6 meses, apresentando há dois dias disfonia, tosse seca de padrão irritativo, com aumento progressivo de intensidade e frequência, e temperatura aferida de 37,5 ºC. Exame físico: bom estado geral com presença de coriza hialina, estridor, taquidispneia, com retração intercostal e subdiafragmática, ausculta pulmonar sem alterações. SatO = 97%. A conduta inicial é:
Crupe (laringite viral) com estridor e desconforto → Corticosteroide + Epinefrina inalatória (se grave).
O quadro clínico de disfonia, tosse ladrante e estridor em criança com febre baixa é típico de laringite viral aguda (crupe). A conduta inicial inclui hidratação, corticoterapia (Dexametasona oral ou IM) para reduzir o edema da via aérea e, em casos moderados a graves com estridor em repouso, inalação com epinefrina para vasoconstrição e alívio rápido.
A laringite viral aguda, conhecida popularmente como crupe, é uma condição inflamatória comum das vias aéreas superiores que afeta principalmente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. É causada predominantemente por vírus parainfluenza, mas outros vírus respiratórios também podem estar envolvidos. A inflamação e o edema na região subglótica levam aos sintomas característicos de tosse ladrante, disfonia e estridor inspiratório. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de tosse ladrante, rouquidão e estridor. A febre geralmente é baixa e os sintomas de infecção de vias aéreas superiores (coriza) são comuns. A avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta, observando o nível de estridor (em repouso ou apenas ao choro), a presença de desconforto respiratório (tiragens, batimento de asa de nariz) e o estado geral da criança. A ausculta pulmonar costuma ser normal, diferenciando de bronquiolite ou pneumonia. A conduta inicial para crupe leve a moderado inclui hidratação e corticoterapia sistêmica (Dexametasona oral ou intramuscular em dose única). Para casos moderados a graves, com estridor em repouso ou desconforto respiratório significativo, a inalação com epinefrina racêmica ou L-epinefrina é adicionada para um alívio rápido e temporário do edema, devido ao seu efeito vasoconstritor. Antibióticos não são indicados, pois a etiologia é viral. A oxigenoterapia é reservada para casos de hipoxemia.
Os sinais clássicos incluem tosse ladrante (semelhante a latido de foca), disfonia (rouquidão), estridor inspiratório e desconforto respiratório variável, geralmente precedidos por sintomas de IVAS.
Os corticosteroides (como a Dexametasona) reduzem a inflamação e o edema da mucosa laríngea e traqueal, aliviando a obstrução das vias aéreas e melhorando o estridor e o desconforto respiratório.
A epinefrina inalatória é indicada para casos de crupe moderado a grave, caracterizados por estridor em repouso, desconforto respiratório significativo ou hipóxia, devido ao seu rápido efeito vasoconstritor que diminui o edema subglótico.
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