HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Menino, 2 anos de idade, previamente hígido, com vacinação completa, trazido ao pronto-socorro infantil por seu pai com história de 2 dias de febre baixa (temperatura máxima de 38,1°C), tosse e coriza. Hoje, o pai notou que a criança estava com a voz rouca e com ""tosse de cachorro"". Ao exame clínico: REG, agitado, afebril, cianótico, anictérico. Aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas, normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, frequência cardíaca = 1356 batimentos/minuto, pulsos cheios rítmicos e simétricos. Aparelho respiratório: murmúrios vesiculares diminuídos, bilateralmente, com estridor leve em repouso e, quando em agitação, frequência respiratória = 40 incursões/minuto, tiragem de fúrcula moderada e intercostal leve. Abdome sem alterações. Pele sem lesões. Otoscopia e oroscopia não realizadas, pois o paciente não colaborou. Qual a conduta e o tratamento indicado para o paciente, respectivamente?
Crupe (Laringite) = Tosse metálica + Estridor + Rouquidão. Conduta: Manter calmo + Corticoide.
A laringite viral aguda (crupe) é caracterizada por obstrução de via aérea superior. O tratamento baseia-se em corticoides (dexametasona) e evitar agitação da criança.
A laringite viral aguda, ou crupe, é a causa mais comum de obstrução de via aérea superior em crianças entre 6 meses e 3 anos. O agente etiológico mais frequente é o vírus Parainfluenza. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de tosse metálica, rouquidão e estridor inspiratório. O manejo prioriza manter a criança calma, pois a agitação piora o fluxo turbulento e a obstrução. O uso de corticoides é o pilar do tratamento, reduzindo a inflamação subglótica. É fundamental diferenciar o crupe da epiglotite aguda, onde a criança apresenta-se toxemiada, com sialorreia e sem tosse.
É uma tosse metálica e ruidosa resultante do edema subglótico, que estreita a via aérea superior, sendo o sinal clássico da laringite viral aguda.
A adrenalina nebulizada é indicada em casos de crupe moderado a grave, especialmente quando há estridor em repouso e sinais de desconforto respiratório significativo, visando vasoconstrição local e redução rápida do edema.
A dexametasona (dose única oral ou IM) reduz o edema da mucosa laríngea, diminuindo a necessidade de hospitalização e a gravidade dos sintomas, sendo indicada para todos os níveis de gravidade.
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