Laringite Estridulosa: Diagnóstico e Manejo em Crianças

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023

Enunciado

Alberto, de 2 anos, com antecedente de atopia, é levado à unidade de pronto socorro pediátrico em uma madrugada bastante fria. A médica plantonista colhe informações de que o menor passou o dia bem, mas que, à noite, de repente, acordou com uma tosse rouca que chegou a assustar a criança. Ao exame, o paciente encontrava-se em bom estado geral, afebril, eupneico, orofaringe algo hiperemiada, ausculta pulmonar sem alterações e com certa melhora da tosse. Qual o provável diagnóstico e a conduta adequada?

Alternativas

  1. A) Laringotraqueobronquite; iniciar hidratação e epinefrina inalatória.
  2. B) Faringite bacteriana; tratar com amoxicilina.
  3. C) Laringite estridulosa; tranquilizar a família, hidratação e sintomáticos.
  4. D) Traqueíte bacteriana; administrar ceftriaxona.
  5. E) Asma brônquica; iniciar tratamento com corticoesteroides.

Pérola Clínica

Laringite estridulosa: tosse rouca súbita noturna, afebril, bom estado geral → tranquilizar, hidratação, sintomáticos.

Resumo-Chave

A laringite estridulosa, ou crupe espasmódico, é caracterizada por início súbito de tosse rouca e estridor noturno, frequentemente em crianças com histórico de atopia, sem sinais de infecção viral grave. O manejo é primariamente de suporte, visando acalmar a criança e a família.

Contexto Educacional

A laringite estridulosa, também conhecida como crupe espasmódico, é uma condição comum na pediatria, caracterizada por inflamação da laringe que leva a tosse rouca e estridor. É mais frequente em crianças de 6 meses a 3 anos, muitas vezes com histórico de atopia, e tem um componente alérgico ou hiperreativo, não infeccioso. É crucial para residentes reconhecerem essa condição para um manejo adequado e para tranquilizar os pais. A fisiopatologia envolve um espasmo laríngeo súbito, frequentemente desencadeado por fatores ambientais como ar frio e seco, sem evidência de infecção viral significativa. O diagnóstico é clínico, baseado na história de tosse rouca súbita noturna, estridor inspiratório e ausência de febre ou sinais de toxicidade. O exame físico geralmente revela bom estado geral e ausculta pulmonar normal. O tratamento da laringite estridulosa é primariamente de suporte. Inclui tranquilizar a criança e os pais, oferecer hidratação oral e, se necessário, utilizar ar frio umidificado. Diferentemente da laringotraqueobronquite viral, a necessidade de corticoides ou epinefrina é menos comum em casos leves, mas podem ser considerados em quadros mais intensos ou recorrentes. O prognóstico é excelente, com resolução espontânea em poucas horas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da laringite estridulosa em crianças?

A laringite estridulosa manifesta-se por tosse rouca ("tosse de cachorro"), estridor inspiratório súbito, geralmente noturno, em crianças afebris e com bom estado geral, frequentemente com histórico de atopia.

Qual a conduta inicial para laringite estridulosa leve?

A conduta inicial para laringite estridulosa leve inclui tranquilizar a família, oferecer hidratação adequada e utilizar sintomáticos. Em casos mais graves, pode-se considerar corticoides e epinefrina inalatória.

Como diferenciar laringite estridulosa de laringotraqueobronquite?

A laringite estridulosa tem início súbito, sem pródromos virais, e a criança geralmente está afebril e com bom estado geral. A laringotraqueobronquite (crupe viral) é precedida por sintomas de infecção viral de vias aéreas superiores e cursa com febre.

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