Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Adolescente de 16 anos pretende iniciar vida sexual e procura um médico para orientação contraceptiva. Sabe que deverá fazer uso de preservativo, porém não se sente segura somente com ele. Com base na história clínica descrita, assinale a alternativa correta sobre os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC):
LARCs são primeira linha para adolescentes: ↑ eficácia, ↓ dependência de adesão e reversibilidade imediata.
Métodos de longa duração (DIUs e implantes) eliminam o erro do usuário, sendo ideais para adolescentes, que apresentam maiores taxas de falha com pílulas e injetáveis.
A gravidez na adolescência é um desafio de saúde pública com repercussões socioeconômicas graves. Os métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC) surgem como a estratégia mais eficaz para reduzir gestações não planejadas nessa faixa etária. Diferente dos métodos dependentes da usuária (pílulas, injetáveis, preservativos), os LARCs oferecem proteção contínua por anos após uma única intervenção. O implante subdérmico e os sistemas intrauterinos (SIU/DIU) apresentam as menores taxas de descontinuidade. É fundamental que o médico desmistifique preconceitos sobre o uso de DIU em jovens e promova a 'dupla proteção' (LARC para evitar gravidez + preservativo para evitar ISTs), garantindo a autonomia reprodutiva da adolescente com segurança e base científica.
LARC (Long-Acting Reversible Contraception) refere-se a métodos contraceptivos que duram de 3 a 10 anos, são altamente eficazes e não dependem da memória ou ação diária da usuária. Incluem o DIU de cobre, o DIU liberador de levonorgestrel (SIU) e o implante subdérmico de etonogestrel. São distintos dos métodos de curta duração, como pílulas, adesivos e anéis.
Sim. Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto a FEBRASGO e a Academia Americana de Pediatria afirmam que a nuliparidade não é contraindicação para o uso de DIU. O risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) está relacionado ao comportamento de risco para ISTs e não ao dispositivo em si. O uso de preservativo deve ser sempre mantido para proteção contra infecções.
A eficácia dos LARCs é comparável à da esterilização cirúrgica (taxa de falha <1% ao ano), pois eliminam o 'erro do usuário'. Em adolescentes, a taxa de falha da pílula anticoncepcional pode ser até 20 vezes maior do que a dos LARCs, devido ao esquecimento frequente das doses diárias.
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