PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Vítima de atropelamento com fratura de pelve em livro aberto chega ao pronto socorro com lençol amarrado em torno da pelve. Após reposição volêmica inicial, permanece com taquicardia e hipotensão arterial. FAST realizado na sala de emergência foi positivo. Das alternativas abaixo, qual a próxima conduta a ser tomada mais adequada para o caso?
Fratura de pelve instável + choque persistente + FAST positivo → Laparotomia exploradora imediata para controle da hemorragia intra-abdominal.
Em pacientes com trauma pélvico grave e instabilidade hemodinâmica persistente, mesmo após estabilização inicial da pelve e reposição volêmica, um FAST positivo indica hemorragia intra-abdominal ativa. Nesses casos, a laparotomia exploradora é a conduta mais adequada para identificar e controlar a fonte do sangramento, que pode ser a causa do choque refratário.
O trauma pélvico é uma lesão grave, frequentemente associada a acidentes de alta energia, como atropelamentos. A fratura de pelve em livro aberto é particularmente preocupante devido à sua associação com grande perda sanguínea, podendo levar a choque hemorrágico. A mortalidade pode ser elevada, e a identificação e controle rápidos das fontes de sangramento são cruciais para a sobrevida do paciente. O manejo inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), focando na estabilização da via aérea, respiração e circulação. A fisiopatologia do choque em trauma pélvico envolve sangramento de vasos pélvicos, tanto arteriais quanto venosos, e também de lesões associadas em órgãos intra-abdominais. A estabilização externa da pelve com um lençol ou cinto pélvico é uma medida inicial importante para reduzir o volume do anel pélvico e, consequentemente, o sangramento. No entanto, se o paciente permanece instável hemodinamicamente após essas medidas e a reposição volêmica, e o FAST é positivo, isso indica uma hemorragia intra-abdominal significativa que requer intervenção cirúrgica imediata. A laparotomia exploradora é a conduta mais adequada nesse cenário, pois permite a identificação e o controle direto da fonte de sangramento intra-abdominal. Outras opções, como novo FAST ou tomografia, atrasariam a intervenção necessária. A fixação cirúrgica da pelve é importante, mas deve ser postergada até que a estabilidade hemodinâmica seja alcançada e outras fontes de sangramento com risco de vida sejam controladas. O lavado peritoneal diagnóstico é menos sensível e específico que o FAST e não é a primeira escolha em pacientes instáveis com FAST positivo.
A laparotomia exploradora é indicada em trauma pélvico quando há instabilidade hemodinâmica persistente, mesmo após estabilização inicial da pelve e reposição volêmica, e o FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é positivo, indicando sangramento intra-abdominal.
O FAST é crucial no manejo do trauma pélvico para identificar rapidamente a presença de líquido livre na cavidade abdominal, que na ausência de outras causas óbvias, sugere hemorragia intra-abdominal. Um FAST positivo em paciente instável direciona a conduta para laparotomia.
Os passos iniciais incluem estabilização da pelve (ex: lençol, cinto pélvico) para reduzir o volume do anel pélvico e o sangramento, reposição volêmica agressiva e avaliação rápida de outras fontes de hemorragia, como a cavidade abdominal (via FAST).
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