HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Homem de 40 anos sofre acidente automobilístico de alta energia. Chega ao pronto-socorro em instabilidade hemodinâmica, com dor abdominal difusa e sinais de irritação peritoneal ao exame físico. FAST mostra líquido livre em foco hepatorrenal e esplenorrenal. Qual é a conduta mais indicada para essa situação?
Instabilidade hemodinâmica + FAST positivo ou Peritonite → Laparotomia imediata.
No trauma abdominal, pacientes instáveis com evidência de líquido livre (FAST) ou irritação peritoneal devem ser levados imediatamente ao centro cirúrgico para controle de danos.
O manejo do trauma abdominal segue as diretrizes do ATLS (Advanced Trauma Life Support). A prioridade é a estabilização das funções vitais (ABCDE). No 'C' (Circulação), a identificação de focos de sangramento oculto é crucial. O abdome é uma cavidade que pode albergar grandes volumes de sangue sem distensão óbvia imediata. A decisão entre tratamento conservador e cirúrgico depende estritamente da estabilidade hemodinâmica. Pacientes estáveis podem ser submetidos à TC para graduar lesões orgânicas, enquanto instáveis requerem intervenção imediata.
As indicações principais incluem: instabilidade hemodinâmica com evidência de líquido livre no FAST ou Lavado Peritoneal Diagnóstico (LPD) positivo; sinais de irritação peritoneal (peritonite); ferimentos penetrantes por arma de fogo que atravessam o peritônio; e evisceração. O objetivo é o controle rápido de hemorragias e contaminação entérica.
O FAST é uma ferramenta de triagem rápida à beira-leito para identificar líquido livre intrapericárdico ou intraperitoneal. No paciente chocado, um FAST positivo no abdome direciona a causa do choque para uma hemorragia intra-abdominal, validando a necessidade de cirurgia imediata sem perder tempo com exames de imagem mais demorados como a TC.
Segundo o ATLS 10ª edição, deve-se iniciar com 1 litro de cristaloide isotônico (Ringer Lactato) aquecido em adultos. No entanto, em pacientes com choque grave ou óbvia hemorragia maciça, a ativação do protocolo de transfusão maciça com uso precoce de sangue e hemocomponentes (proporção 1:1:1) é preferível à infusão excessiva de cristaloides, que pode causar coagulopatia dilucional.
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