HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2022
Quanto ao uso da laparoscopia no manejo das condições cirúrgicas durante a gestação NÃO se pode afirmar que:
Laparoscopia na gestação: técnica aberta (Hasson) preferível; agulha de Veres ↑ risco lesão uterina, especialmente 2º/3º trimestres.
A laparoscopia é segura na gestação, mas a técnica de acesso ao abdome deve ser adaptada. A agulha de Veres tem risco aumentado de lesão uterina conforme o útero cresce, sendo a técnica aberta (Hasson) mais segura, especialmente após o primeiro trimestre.
A cirurgia laparoscópica durante a gestação é uma modalidade segura e eficaz para o manejo de diversas condições cirúrgicas não obstétricas, como apendicite e colecistite. Sua utilização tem demonstrado benefícios maternos, como menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, menor incidência de atelectasias e tromboembolismo, e menor íleo adinâmico, sem aumento significativo de riscos fetais quando realizada com as devidas precauções. A fisiopatologia do pneumoperitônio em gestantes requer atenção especial. O aumento da pressão intra-abdominal pode comprometer o retorno venoso e a perfusão uterina, exigindo pressões de insuflação mais baixas (10-12 mmHg). Quanto ao acesso, a técnica aberta (Hasson) é amplamente recomendada, especialmente a partir do segundo trimestre, devido ao risco elevado de lesão uterina com a agulha de Veres à medida que o útero cresce e se torna mais proeminente na cavidade abdominal. O manejo perioperatório deve incluir monitoramento fetal contínuo, posicionamento adequado da paciente para evitar compressão da veia cava e uso de tocolíticos, se necessário. A escolha do momento cirúrgico ideal, preferencialmente no segundo trimestre, e a experiência da equipe são cruciais para otimizar os resultados maternos e fetais.
As indicações mais comuns incluem apendicite aguda, colecistite aguda e torção de cisto ovariano. A laparoscopia oferece benefícios como menor dor e recuperação mais rápida.
A técnica aberta (Hasson) é geralmente preferida em gestantes, especialmente após o primeiro trimestre, devido ao menor risco de lesão uterina em comparação com a agulha de Veres.
Os benefícios incluem menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e menor risco de tromboembolismo. Os riscos são minimizados com técnicas adequadas, mas incluem lesão uterina e efeitos do pneumoperitônio.
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