UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Uma adolescente de 18 anos vai à unidade de emergência com história de dor abdominal e náuseas que já duram 36 horas. A temperatura é de 38,5 ºC. O exame abdominal revela sensibilidade à mobilização e dor nos anexos, e também sensibilidade abdominal do lado direito. O teste de gravidez é negativo. Ao considerar o diagnóstico diferencial de apendicite x DIP, qual das alternativas seguintes é o método mais acurado de fazer o diagnóstico?
Dor abdominal aguda em adolescente com DD apendicite x DIP → Laparoscopia é o método mais acurado para diagnóstico.
Em adolescentes com dor abdominal aguda e suspeita de apendicite ou Doença Inflamatória Pélvica (DIP), onde o diagnóstico clínico e por exames de imagem não é conclusivo, a laparoscopia diagnóstica é o método mais acurado. Ela permite a visualização direta dos órgãos pélvicos e abdominais, além da possibilidade de intervenção terapêutica imediata.
A dor abdominal aguda em adolescentes do sexo feminino representa um desafio diagnóstico significativo devido à ampla gama de causas potenciais, que incluem condições ginecológicas e não ginecológicas. Entre as mais comuns estão a apendicite aguda e a doença inflamatória pélvica (DIP), cujos sintomas podem se sobrepor, dificultando a distinção apenas por exame clínico e laboratorial. A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico, enquanto a DIP é uma infecção do trato genital superior que pode causar dor pélvica e abdominal. O diagnóstico diferencial é crucial para evitar atrasos no tratamento e reduzir a morbidade. Exames complementares como hemograma, PCR, teste de gravidez e exames de imagem (ultrassonografia pélvica e abdominal, tomografia computadorizada) são frequentemente utilizados, mas nem sempre são conclusivos. Em casos de incerteza diagnóstica, especialmente quando há suspeita de condições que exigem intervenção cirúrgica imediata (como apendicite ou torção anexial) ou quando o tratamento empírico para DIP não melhora os sintomas, a laparoscopia diagnóstica emerge como o método mais acurado. Ela oferece a vantagem da visualização direta, permitindo um diagnóstico definitivo e, muitas vezes, a realização de tratamento cirúrgico no mesmo tempo, minimizando a necessidade de múltiplas investigações e atrasos.
Os desafios incluem a sobreposição de sintomas entre condições ginecológicas (como DIP, torção ovariana, cisto ovariano roto) e não ginecológicas (como apendicite, gastroenterite, infecção do trato urinário), exigindo uma abordagem cuidadosa.
A ultrassonografia é um exame de primeira linha, útil para avaliar apendicite, cistos ovarianos, torção anexial e coleções pélvicas. No entanto, sua acurácia pode ser limitada pela experiência do operador e pela presença de gases intestinais.
A laparoscopia permite a visualização direta e em tempo real dos órgãos abdominais e pélvicos, possibilitando a identificação precisa de inflamação apendicular, sinais de DIP (como inflamação tubária e aderências) ou outras causas de dor, além de permitir biópsias e tratamento imediato.
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